SENHOR PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO, POR FAVOR, O PAÍS ESTÁ EM CRISE É TEMPO DE PARAR DE ESBANJAR DINHEIRO

Trabalha – se sobretudo mal na luta contra a crise económica, e, perde – se tempo em vão em péssimas medidas de contenção da crise.

O produto per capita angolano, caiu de forma considerável entre 2017/ 2019 altura em que João Lourenço assumiu o poder. Essa situação cria um ambiente de forte pressão social para o povo angolano, que sofre de forma inevitável o impacto recrudescente da crise, o que inviabiliza uma pronta recuperação da economia angolana. No entanto, a saída da recessão depende de uma compreensão adequada de suas causas, e de medicas que visam criar um tampão sobre os factores precipitantes da crise económica angolana.

Os efeitos dos choques de oferta e de demanda que atingiram a economia angolana foram ocasionados por erros de política económica, cometidos principalmente no período em que foram adoptadas políticas que formaram o programa de Governo Novo Executivo. A crise resulta de um conjunto de choques de oferta e de demanda. Primeiramente, o conjunto de políticas adoptadas a partir de 2017/2019, pelo Novo Executivo angolano, reduziu a produtividade da economia angolana, e, com isso, o produto potencial. Mais, esse choque de oferta possui efeitos duradouros devido à alocação de investimentos de longo prazo em sectores pouco produtivos. A política monetária angolana adoptada pelo Novo Executivo eleva a taxa de juros em momentos de crescimento da inflação, e reduz a taxa média de ajuste dos financiamentos diários
apurados no sistema nacional de liquidação de custos para títulos de tesouro, num momento de evolução da inflação face a crise que é imposta ao País. O País clama, parece não baixar de pressão, a crise continua em pé, de pedra e cal, inamovível e sem ferrugem. Que medidas profiláticas e de contenção dos custos da crise o Governo Angolano já terá implementado? Em suma, não observamos medidas algumas, o que vemos são um conjunto de propagandas retóricas e políticas que não veiculam solução alguma no actual quadro de coisas que envolve a marcha inabalável da crise. A crise triunfante é vítima do hiper – esbanjamento de recursos financeiros do Estado angolano, por parte do actual Executivo angolano, num País em crise, torna – se desnecessário aprovar projectos bilionários para reabilitar aeroportos, salas de Ministros, Palácio presidencial, Força Aérea, Marinha de Guerra e Infantaria Militar, cujos frutos são de longo prazo, enquanto isso, centenas de angolanos dispersos pelo País fora, morrem de pobreza extrema, de fome, seca e falta de assistência em hospitais, sem projectos sociais que os ajudam a manter - se vivos, num dos países mais ricos de África, e o segundo maior produtor de petróleo de África, com a pior taxa de mortalidade materno - infantil, os piores hospitais, e a pior qualidade de vida do cidadão que ali é albergado. Num País em crise, é injustificável que se gaste tanto dinheiro para o apetrechamento das Forças Armadas Angolanas, cujo material é excessivamente caro, se gaste tanto dinheiro em carros de luxo para guarda presidencial, se gaste tanto dinheiro para reabilitar Palácios presidenciais, salas de ministros, etc, que tudo escala biliões e biliões de dólares para tal feito, que seriam empregues para conter a crise que assola o povo angolano, enquanto isso, quer – se a todo custo sacrificar o pacato cidadão com a imposição do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado). Esse acto de aplicação do IVA trará efeitos nefastos na vida económica do País, deixando o micro - empreendedorismo de rastos, aumentando ao não mais poder ser o custo de vida do povo e a pobreza que já é extrema, cujo facto repercutir – se – á na ascendência ao não mais poder ser da inflação económica, o País continua sem nenhuma medida inteligente de contenção da crise, enquanto isso, sacrifica – se a vida do povo angolano, ao passo que, investe – se em cenários desnecessários, que importância fará neste momento de crise e de dor um aeroporto internacional? Não seria melhor que se resolvesse a questão da inflação? A questão da fome crónica? A questão da piora do custo de vida dos cidadãos de forma progressiva e alarmante, estamos próximos do pior icebergue económico da história de Angola desde que se fez independente. A questão da trágica assistência hospitalar prestada no País, parece não haver soluções para esse desastre, enquanto isso, esbanja - se biliões de dólares em carros para Guarda Presidencial (...).

Não há medidas de contenção da crise, os hospitais estão de rastos, a comida está elevadíssima, não existe transportes públicos, a educação piorou a sua fraca qualidade de ensino. Face à esse alarmante cenário, ninguém tem medidas inteligentes que visam fazer face a crise que arruína de forma progressiva a vida económica do País, não sairemos da corda asfixiante colocada ao pescoço do País, é necessário que se calem as vontades exageradas que visam aprovar projectos milionários para fins supérfluos e desnecessários para a vida económica do País, num Não há medidas de contenção da crise, devastadora e sem solução.

A actual conjuntura da política angolana, explica como se tende a agir para a promoção até atingir à mais evidente e escandalosa incompetência política de governar o País.

Com o País à enfrentar os percalços de uma crise econômica crónica, o aperto económico deveria ser a palavra de ordem desde o comércio de bairros. O Estado Angolano, não deve manter a vaidade de viver no luxo num País em crise permanente e crónica, os órgãos públicos não devem escapar das medidas de redução de gastos e, a Casa Civil do Presidente da República não se deve dar ao luxo em anunciar comprar de carros milionários para a Guarda de Vossa Excelência, num País que anda de pés descalços, onde para ter um prato de funge na mesa tem de endividar – se na China. As medidas de contenção não devem ter restrições para o País, onde sirvam apenas para alguns sectores (como é o caso dos sectores sociais) enquanto isso, o Presidente da República esbanja biliões de dólares em gastos desnecessários para uma País em crise.

Esse é um dos piores problemas a enfrentar: esbanjar tantos biliões de dólares para fins menos bons, num País que faz – se vivo à luz de dívidas exacerbadas ao Ocidente e ao Oriente. A actual política angolana atropela todos os princípios de contenção de gastos económicos, para exercer livre e ditatorialmente possível a sua mais exuberante incapacidade para governar Angola, plasmada em gastos exorbitantes, no famoso: "luxo na miséria". Porque comprar carros de luxos com um custo de mais de um bilião de dólares para guarda presidencial, num País que para o OGE ser realizado tem de se endividar à países amigos. Há crise ou não em Angola? Se há crise porque aprovam – se orçamentos dias – pois – dias excessivamente profundos, para fins menos bons à vida económica do País? Além de mais, reabilita – se coisas já habilitadas, como é o caso do Palácio presidencial que terá contado com gastos milionários para tal facto, é o caso da reabilitação da sala de Ministros, é o caso da aquisição de material de guerra, que terá tido custos de biliões de dólares, enquanto isso, o povo continua a passar os piores horrores de sempre, com a vida social excessivamente cara (...).

A única forma para evitar que um País em crise, não caminhe alegremente para a falência financeira e social é a contenção de gastos exorbitantes num País em crise, que para viver tem de se endividar ao excesso. É um choque da realidade, que tem de começar pela refocagem ou retratamento da realidade nos seus reais e originais objectivos (nenhuma organização, se mantém em pé em épocas de crise, sem estratégias claras de contenção de gastos económicos).

A caótica visão de uma nação inclinada pela invenção de gastos espuriais e meramente luxuosos, para fins que não dão futuro ao País, é uma verdadeira armadilha para a crise económica que se enfrenta, é desinteligente que haja mais projectos para fins supérfluos que projectos para a vida económica do País.

Angola é um País que fez – se hoje no País das dívidas bilionárias e do esbanjar de dinheiros à tempo ré-cor: em apenas dois anos são aprovados variados projectos cujos fins são meramente luxuosos, num País afixado por uma crises sem precedência. Poderíamos pensar em soluções úteis para retirar as cordas atadas ao pescoço do País, e não, em soluções inúteis para apertar ainda mais a corda que foi lançada ao pescoço da nação angolana. Há um enorme esforço à desenvolver para se calarem as vozes da crise económica actual.

Frequentemente se toma a nuvem por Juno, e o Líder angolano que desenvolve a mais importante função social do Estado, é ele o alfa e o ómega da vida social das pessoas e de sua existência no País, tem de desenvolver medidas prementes que visam satisfazer os interesses do povo, e, parar de esbanjar dinheiro atempo inteiro, num País que está de rastos numa crise recorrente e asfixiante, de forma ininterrupta.

Para fazer frente a crise, o actual Executivo, não deve temer em impor soluções satisfatórias à nação angolana, deve analisar com rigor a implementação de projectos desnecessários, cujo teor não visa melhorar nada no que concerne, o curso natural das coisas no País, e, sobretudo, não esquecer que, há vidas lá fora a sofrerem ao excesso, enquanto isso, muitos preocupam – se apenas numa vida luxuosa dos Sheik da Arábia Saudita ou do Dubai.

Poder – se – ia, pensar em algo mais imperativo, sobre o actual contexto de coisas, talvez um efeito de focalização no essencial em tempo de crise, e, na missão da organização, pudesse vir em nosso auxílio. Já afirmava Montesquieu, referindo – se ao filósofo inglês John Lock: “Mr. Lock said: il faut perdre la moitié de sons temps pour pouvoir employer l”autre”, e tal, é recordado evidentemente, por Starobinski. Porque já o teremos todos esquecidos? As organizações do Estado, as empresas privadas que são a alavanca mais importante de um Estado capitalista, fizeram – se para a fecilicade dos homens concretos que residem em Angola; jamais para a vida luxuosa dos seus líderes, enquanto o alvo à satisfazer, vive uma vida horrenda, mais miserável que a própria miséria, sofre o tempo todo, clama o tempo todo, como se nunca fosse voltar a sofrer de novo, faz das lamentações o único juízo para reduzir a tensão psissicossocial que lhe é imposta pelo Governo angolano.



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