jovem mata a paulada o outro através de 500 kz, e familiares do falecido destroem a casa dos pais do autor do crime em Cafunfo

Um jovem de 19 anos, que em vida respondia pelo nome de Romeu, foi morto a paulada por ter exigido a devolução dos seus 500 kwanzas, recebidos pelo o agressor das mãos de uma criança que tinha sido mandado para a compra de algo numa das cantinas perto da sua residência.

Em várias Zonas em Luanda os cidadãos preferem assassinar um suposto criminoso na rua, (praticando a justiça por mãos próprias) do que o  apresentar as autoridades competentes.

O crime ocorreu na zona de “Kanjica” nos arredores do bairro “Bala-Bala”, na vila diamantífera de Cafunfo, município do Cuango, na província da Lunda-Norte.

Dados apurados pelo “Lil Pasta News”, indicam que tudo aconteceu por volta das 16h00, do dia 28 de Agosto último, quando a vítima procurou tirar satisfação ao atacante do suposto furto dos 500 kwanzas das mãos de uma criança, cuja idade não foi revelada.

Testemunhas no local relataram que, depois de a criança ter revelado que o dinheiro teria sido retirado à força das mãos por um elemento desconhecido, o malogrado foi ao local e posto lá, encontrou o suspeito, e, ao tentar interagir com ele, “sem mais nem menos”, disse uma testemunha, “o Nduji pegou num pau grosso e bateu contra à nuca do Romeu que perdeu no instante os sentidos”, disse.

Dada à situação, quando os familiares tomaram conta do incidente, foram até ao local e acharam o seu familiar estendido ao chão já em estado de coma, o que levou os parentes levarem-no a um posto médico mais próximo para os primeiros socorros, mas que viria morrer antes mesmo de chegar à unidade sanitária, disse Xadrack Kambolo, tio da vítima.

Na mesma tarde, por volta das 18h00, a Polícia Nacional da 2ª Esquadra de Cafunfo, ao tomar conhecimento do incidente, fez deslocar um dispositivo de agentes com o propósito de conter a fúria dos familiares que pretendiam fazer “justiça por mãos próprias”.

Posto no local, os policiais não conseguiram controlar a situação, devido a resistência que encontraram por parte dos familiares e os demais cidadãos que tentavam reagir contra os agentes da corporação, mas tudo foi feito para acalmar os ânimos e a detenção do presumível autor do crime de homicídio voluntário.

No dia seguinte, os familiares não aguardaram pelo pronunciamento das autoridades competentes sobre o processo, tendo o pai do jovem morto partido para a acção que resultou na destruição de residência dos familiares do acusado.

Os moradores dizem que a acção dos parentes da vítima “destruíram também casas de pessoas inocentes que no momento do incidente estavam a trabalhar nas suas lavras”.

“Isto é grave, provocaram muitos danos materiais, muitos bens foram saqueados e oito casas dos familiares do mesmo foram queimadas, e nada se recuperou”, descreveu uma cidadã.

O Comando da Polícia Nacional em Cafunfo confirmou a detenção do suspeito do crime de homicídio voluntário e o Decreto apurou que se trata de Pedro Lucas, jovem de 21 anos, que já foi presente a um Magistrado do Ministério Público no dia 30 do mês passado.

Os habitantes de Cafunfo apelam ao Ministro do Interior no sentido de reforçar o policiamento na Vila de Cafunfo, com vista conter várias situações de violência que têm acontecido nos bairros.

A Polícia local, segundo fontes do “O Decreto”, carece de meios de trabalho, como viaturas para facilitar ao patrulhamento nas zonas consideradas críticas e de difícil acesso devido à acções dos marginais.

Os populares alegam que a falta de oportunidade de emprego esteja na base dos constantes actos de violência e da alta de criminalidade, fundamentalmente por parte da juventude de Cafunfo.

Os jovens apelam ao Governo Central no sentido de criar políticas concretas que viabilizem o surgimento de postos de trabalho, e apontam os ramos da Polícia Nacional (PN), Forças Armadas Angolanas (FAA), Polícia de Guarda Fronteiras (PGF) e Serviço de Migração Estrangeiros (SME), como forma de minimizar o desemprego.

Só este ano, o município do Cuango já registou cinco casos do género, sendo dois de homicídios voluntários em Cafunfo, os outros dois ocorrem na comuna de Luremo e um caso na sede do município de Cuango.

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Pedro Lauro C Muenho

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