Dois engenheiros angolanos têm na forja o esboço de um rio artificial, cuja proposta pretende apresentar, em breve, ao Governo. As coor- denadas já estão definidas. O engenheiro António Venâncio explica o percurso da água que vai trazer um rio à cidade. O mesmo terá dois caudais saídos do canal do Kikuxi. Um irá parar a Cacuaco e outro ao Benfica.
O projecto de engenharia pretende revolucionar o sistema de abastecimento de água à província de Luanda, bem como cobrir todas as etapas do saneamento básico.
Ao Jornal de Angola, António Venâncio, especialista em Engenharia Civil e mestre em Ciências Técnicas, observou, durante uma recente conversa telefónica, que o modelo em uso “não é eficiente. É caro e não é eficaz”. Por esta razão, juntou-se ao especialista em Engenharia Sanitária e Hidráulica e mestre em Ciências Técnicas, Francisco Lopes dos Santos, na busca de inovação técnica. “ Esta- mos a trabalhar num modelo
completamente novo, diferente de todos os já experimentados até agora.
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Também pretendemos criar um modelo para o abastecimento de água, totalmente diferente”.
Para o fornecimento de água, a dupla de engenheiros tenciona trazer à Luanda um manancial de água dos rios Kwanza e Kifangondo, através da construção de um rio artificial. “Quando tivermos o rio construído, num período de três a quatro anos, acabaremos com a carência
de água”, afiança o técnico. A equipa de engenheiros já definiu o traçado do rio artificial, estimando que os caudais comecem no fim do canal do Kikuxi. Um vai penetrar pelo Cazenga e chegará a Cacuaco. Outro entrará pelo Nova Vida, Ponte Molhada e
atingirá o Benfica.
“Com estes dois braços,
teremos um manancial de água capaz de proporcionar o fornecimento de água e funcionamento do saneamento básico para a província de Luanda”.
Proposta independente
Elaborado pelos engenheiros António Venâncio e Francisco Lopes dos Santos, o esboço, em fase avançada, poderá, brevemente, ser apresentado ao Governo que, se o considerar viável, será entregue às entidades envolvidas na política de planificação e gestão do abastecimento de água à capital angolana.
Para aditar mais subsídios, o engenheiro Venâncio esclareceu que o modelo em concepção, é apenas uma proposta independente que ele e seu par pretendem submeter à consideração do Governo. “Esta é outra engenharia, a dos angolanos... O modelo que estamos a propor é de uma engenharia rápida, barata e eficaz”, sustentou.
J.A
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