PERDA DA CAPACIDADE DE COMUNICAR DO MPLA CONTRIBUI PARA AUMENTO DO CLIMA DE MANIFESTAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL



A capital do país volta a registar amanhã, dia 24, mais uma manifestação contra as políticas do Executivo e a subida do custo de vida dos cidadãos.

De um tempo a esta parte que sucedem as manifestações ou marchas pacíficas no país, às quais o MPLA, enquanto partido-Estado tem-se mostrado impotente para reagir em conformidade.


Ao contrário de um passado recente, em que o Partido no Poder jogava quase sempre na antecipação dos factos, colocando membros do MPLA a dialogar com os jovens e líderes da sociedade civil, dando a conhecer os programas do Governo, nos dias que correm a imagem que fica é a de um Partido que desaprendeu com o tempo.

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O facto é que o MPLA tem dialogado muito pouco com os jovens, razão pela qual percebe-se o nível de contestação às políticas do Executivo. A juventude sente-se esquecida e não vislumbramos, no seio dos "camaradas" gente com a capacidade de serenar ânimos dos jovens e convencê-los a acreditar que melhores dias virão, como fazia no passado, por exemplo Bento Kangamba, Higino Carneiro e outros.

Está a faltar estratégias ao MPLA, na política de diálogo com a sociedade civil. A juventude não quer esperar. Os jovens querem uma solução urgente para os seus problemas. Onde ta o mpla que travava tudo, mas nota-se que falta perspicácia e dinamismo à responsável do MPLA para encontrar as soluções para os vários problemas de comunicação no seio do partido dos camaradas.

Os mentores desta  manifestação alegam como razões plausíveis para a contestação ao Executivo, a degradação das condições de vida dos angolanos; o destino dado aos recursos recuperados do combate à corrupção e entre outros.

Os contornos que a situação está a tomar, numa altura em que aproximam-se as próximas eleições, agendadas para 2022, pode agudizar a crise e constestação contra as políticas do Executivo e fazer subir de tom os protestos da oposição. Torna-se imperioso o MPLA recuperar quanto antes os seus principais "estrategas". O que é feito de Kangamba, Bento Bento, e tantos outros camaradas que se revelaram importantes no diálogo  com os jovens? 

Quem ganha com estas manifestações de protesto ao Executivo é a oposição, que fica a assistir da sua "poltrona" o afundar do mais directo rival. O MPLA tem de perceber que o trabalho deve ser feito agora, sob o risco de perder de vista o caminho para o êxito nas próximas eleições. Mesmo no seio do MPLA há um clima de crispação e descontentamento. Muitos sentem-se esquecidos ou marginalizados. Outros reclamam espaço para  darem o seu contributo e urge à direcção do Partido arregaçar as mangas e tentar recuperar a máquina mobilizadora do passado. É preciso aproveitar aqueles militantes com simpatia junto da juventude e da sociedade. Nesta altura, seria arriscado colocar junto dos jovens camaradas cuja imagem esteja desacreditada ou desgastada.



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