Que ódio é esse?- Ilidio Manuel



Vários relatos sobre a intervenção da Polícia Nacional na última manifestação de protesto, em Luanda, convergem no sentido de que houve o uso excessivo de força policial. Desnecessário e desproporcional!


Não menos grave do isso, a polícia procedeu à detenção de dezenas de pessoas que nada tinham a ver com a manifestação. Eram simples transeuntes que que terão cometido o único «crime» de terem estado no local errado, à hora errada. Ou, por outra, terem tido o azar de estar no «local do crime»…

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Correm informações de que os efectivos policiais não se limitaram a dispersar a manifestação, mas também a perseguir os manifestantes até aos locais onde estes haviam se escondido.


Dizem que testemunhas que os efectivos policiais lançaram granadas de Gás Lacrimogéneo para os quintais das casas, na zona da FTU, para que eles abandonassem os seus refúgios.


Depois, às mãos dos seus algozes, eram violentados com porretes e detidos. 


Não bastava a dispersão dos manifestantes? Era necessário persegui-los, a fim de serem fisicamente agredidos e detidos? Será um suposto «direito à perseguição» até à rendição total e humilhação do manifestantes em praça pública? Ou havia prémios para os agentes que mais detidos apresentassem?


Em vez de balas reais, por que a PN não usou balas de borracha? Em vez de granadas de gás lacrimogéneo, cães e cavalos, por não recorreu aos canhões de água? Que ódio é esse que os levou a partir logo para os extremos? Que ódio é esse que até crianças e mulheres que foram agredidas, detidas e mantidas incomunicáveis durante dias? 


Os excessos de violência, as balas disparadas, os porretes, as prisões e condenações servem apenas para calar paliativamente os Efeitos, mas não as CAUSAS dos protestos, cujas raízes que são mais profundas. Haja ponderação e bom senso!



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