Tem sido um prazer inenarrável percorrer a Região Sul do País no quadro do Projecto Sans de Angola, um projecto científico da Associação Científica de Angola (ACA, cuja nota está disponível aqui: https://www.facebook.com/100063570723483/posts/239555518173471/)que, como a designação indica, centra-se em estudar a etnografia, geografia, história, metafísica e a situação socioeconómica dos Sans de Angola, que - a nível do País - estão localizados nas províncias do Namibe, Huíla, Cunene, Kuando Kubango e Moxico. Estão também localizados na Namíbia, no Botsuana e na África do Sul.
Da já enormíssima quantidade e qualidade de dados recolhidos e processados sobre os Sans, revelo este: entre os Sans não existem o dote (ou listas de obrigações materiais) e o casamento (tal como ocorre entre os bantu). Os pais da rapariga apenas se certificam de que o rapaz pretendente seja bem conceituado na comunidade, ou seja, tenha visão e sentido de família, tenha força e vontade para trabalhar (na caça, por exemplo) para garantir a segurança económica dos dois (mais os futuros filhos), bem como capacidade reprodutiva comprovada. Daí, o rapaz e a rapariga recebem a bênção dos pais e passam a viver juntos, reconhecidos como casal e nova família pela comunidade.
Os Sans (bem como os Khoi) são o grupo humano mais antigo do mundo.
Possuem o mais elevado grau de diversidade do ADN mitocondrial de todas as populações humanas, ou seja, observar de perto um San ou um Khoi é ver o elo mais próximo possível entre os primeiros Homo sapiens e os humanos actuais (Homo sapiens sapiens).
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