FMI pressiona Angola para resolução dos “bancos problemáticos”

 




O FMI diz que Angola deve continuar a “melhorar a supervisão e a saúde do setor bancário” e recomenda ao Banco Nacional de Angola (BNA) que se prepare para “a resolução decisiva ou liquidação de bancos problemáticos”.

Na primeira avaliação do conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) após o programa de assistência financeira, onde a instituição financeira revê em baixa o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que deverá abrandar para 0,9% este ano face às previsões de 3,5% de fevereiro, são avançadas também recomendações sobre o setor fiscal e financeiro.

“É necessário continuar a desenvolver esforços para reforçar a estabilidade financeira”, sublinha o FMI numa nota consultada pela Lusa, acrescentando que “as reformas prudenciais em curso deverão continuar a melhorar a supervisão e a saúde do setor bancário”.



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Para salvaguardar a confiança do mercado e reduzir os riscos fiscais, o FMI recomenda que o fundo de garantia de depósitos reforce a sua capacidade financeira e operacional e que o BNA se prepare “para a resolução decisiva ou liquidação de bancos problemáticos, conforme necessário, protegendo apenas os pequenos depositantes”.

Entre os bancos problemáticos, que o FMI não identifica, poderá estar o Banco Económico (ex-BESA) que adotou um plano de recapitalização e reestruturação para o seu saneamento financeiro, mas que continua a necessitar de injeções de capital, pois encontra-se em falência técnica.

De acordo com um relatório interno a que o Jornal de Negócios teve acesso recentemente, o ex- Banco Espírito Santo Angola (BESA) terá encerrado o exercício de 2022 com um resultado líquido negativo de mais de 39 milhões de euros, e precisa de uma capitalização adicional de 300 milhões de euros.

O foi BESA declarado falido a 13 de setembro de 2014, após a resolução do Banco Espírito Santo (BES), e deixou um ‘buraco’ avaliado em 5,7 mil milhões de dólares.

Após o colapso do BES português, o BESA foi transformado, já com a Sonangol entre os novos acionistas, em Banco Económico.

Manter o foco nas reformas estruturais de médio prazo é outra das recomendações que o FMI considera fundamental para Angola manter o crescimento face ao declínio da produção petrolífera.

“Reduzir a dependência do setor petrolífero é fundamental e deve continuar a ser o foco das autoridades a médio prazo, para reduzir as vulnerabilidades decorrentes do aumento da volatilidade deste setor”, realça a instituição financeira.

O FMI pede a Angola “esforços contínuos para reforçar a governação”, melhoria do ambiente de negócios e promoção do investimento privado, orientados pelos planos de diversificação económica e políticas macroeconómicas e financeiras no âmbito do novo Plano de Desenvolvimento Nacional (2023-27).


Lusa

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