Os trabalhadores da empresa SOFROME - Alumínio Ferro Inox, localizada no distrito urbano de Samba, em Luanda, denunciam um cenário alarmante de exploração e desrespeito pelos direitos laborais, soube o Imparcial Press.
Sob a direção do empresário Walter Filipe do Rosário Victorino, a empresa opera no sector de caixilharia, lidando com materiais perigosos como alumínio e vidro, mas, segundo os funcionários, ignora normas básicas de segurança e dignidade no trabalho.
De acordo com os relatos, todos os trabalhadores, independentemente da função ou da experiência, recebem um salário base de 82 mil kwanzas.
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Esta uniformidade salarial, que ignora o mérito e a especialização, é apenas a ponta do iceberg num ambiente de trabalho descrito como opressivo e desumanizador.
"Aqui, tanto faz se alguém é mestre de caixilharia com anos de experiência ou se acabou de ser contratado. O salário é o mesmo, e ninguém pode reclamar", afirmam ao Imparcial Press os trabalhadores, que se sentem injustiçados e desvalorizados.
A situação torna-se ainda mais grave com a ausência de contratos formais.
Sem contratos assinados, os trabalhadores estão à mercê de práticas que violam claramente a Lei Geral do Trabalho.
"Não temos contratos, não temos férias e somos obrigados a trabalhar 10 horas por dia, de segunda a sexta, e até 12 horas aos sábados", denunciam.
Os mesmos revelam que a empresa não fornece equipamentos de protecção individual, expondo os trabalhadores a riscos sérios nas suas actividades diárias.
A relação entre o gestor da empresa e os trabalhadores é marcada pelo autoritarismo. Segundo os denunciantes, qualquer falta ao trabalho resulta em cortes salariais severos e desproporcionais.
"Quem falta tem o salário confiscado e só recebe no dia 20 do mês seguinte, numa clara violação dos direitos laborais", lamentam.
Esta política punitiva é vista como uma ferramenta de intimidação, onde os trabalhadores se sentem acuados e sem voz.
O empresário Walter Filipe do Rosário Victorino é ainda criticado pela sua postura distante e autoritária.
Reuniões com os trabalhadores são raras, e quando ocorrem, são meramente informativas, sem espaço para diálogo.
"Ele nunca agenda reuniões, só manda recados. E quando decide algo, ninguém pode contestar", relatam os trabalhadores, que descrevem a gestão da empresa como autocrática e insensível às suas necessidades.
Os trabalhadores apelam por contratos formais como um passo essencial para o respeito dos seus direitos e para o estabelecimento de condições de trabalho justas.
"Queremos contratos assinados. Talvez assim possamos ser tratados com a dignidade que merecemos", afirmam, na esperança de que a formalização traga mudanças concretas.
• analista Pedro Nsolé disse ao Imparcial Press que a situação na SOFROME Alumínio Ferro Inox levanta questões sérias sobre a aplicação das leis laborais em Angola e sobre a protecção dos direitos dos trabalhadores em empresas de pequeno e médio porte.
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