Há declarações que valem mais do que mil relatórios oficiais. A recente homenagem pública feita no facebook por Waldemar José, Conselheiro do ministro do Interior, ao Comissário Aristófanes Santos, é um desses sinais que não podem passar despercebidos. Não é apenas um tributo pessoal: é também um recado político, uma lição de gestão e um espelho para a própria Polícia Nacional e para o Ministério do Interior.
Segundo Waldemar José, Aristófanes Santos não é apenas um oficial competente; é, sem medo de errar, um dos melhores quadros do Ministério do Interior. Um líder que não se deixa envaidecer pelo cargo, que atende telefonemas de subordinados, que ouve conselhos, que não cria grupinhos nem pratica exclusões. Um oficial respeitador, inteligente e próximo, que inspira os seus pares e protege os mais novos.
Em Angola, onde a arrogância institucional e a cultura de chefia autoritária ainda predominam em muitos sectores do Estado, ouvir estas palavras é quase um sopro de ar fresco. Porque, no fundo, a homenagem a Aristófanes Santos é também uma crítica implícita a tantos outros dirigentes que pensam ser donos do poder e se esquecem de que os cargos são passageiros.
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Waldemar José foi ainda mais longe: lembrou que os cargos passam, mas a simplicidade e os bons feitos ficam para a eternidade. Eis uma máxima que devia ser ensinada em todas as academias de formação de dirigentes públicos. O país precisa de líderes que não confundam disciplina com autoritarismo, nem hierarquia com arrogância. Precisa de comandantes que saibam ouvir, dialogar, partilhar responsabilidades e respeitar o mais simples dos subordinados.
Aristófanes Santos, hoje delegado e Comandante Provincial de Benguela, surge neste retrato como um modelo vivo do que deveria ser a liderança no MININT. E a mensagem de Waldemar José deixa claro: se houvesse eleições internas para o cargo de ministro do Interior, o voto dele já estaria garantido para Aristófanes. Não é pouca coisa ouvir isto de um Conselheiro do próprio ministro do Interior. É um alarme que mostra claramente que alguma coisa não vai bem na gestão do actual ministro do Interior Manuel Homem. E seria bom que se corrigisse eventuais situações que possam não abonar a imagem do ministro e do MININT. É um ministro que precisa da experiência de todos.
A questão que fica é directa: se temos no país oficiais com esta visão de liderança, humildade e competência, porque é que continuam a ser a excepção e não a regra? É verdade que temos estado a ver o actual ministro dar passos significativos na comunicação externa. E mostra-se engajado em esclarecer os fenómenos em lives nas redes sociais, o que acaba por ser positivo. Quem se predispõe a esclarecer os fenómenos publicamente mostra ser um gestor preocupado com o serviço público. Mas é preciso ver se a comunicação interna está a funcionar.
O recado de Waldemar Paulo da Silva José não pode ser desperdiçado. É tempo de olhar para dentro do MININT e valorizar os líderes que honram a farda e servem o povo — e não apenas os que servem grupos ou interesses. Aristófanes Santos é a prova viva de que é possível ser disciplinado sem ser autoritário, ser chefe sem ser arrogante, e ser líder sem perder a humanidade.
Em Angola, homenagear em vida devia ser a regra, não a excepção. Porque esperar pela morte para reconhecer os justos é a forma mais cruel de injustiça.
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