Há muitos anos, na Índia, a fim de combater o excesso de cobras em Deli, os britânicos tiveram uma ideia brilhante: pagar por cada cobra morta.

Resultado? O povo começou a criar cobras só para as vender mortas. Quando o governo desistiu da brincadeira, os criadores libertaram as serpentes.


Conclusão: mais cobras do que antes. Daí o termo “Efeito Cobra”.


Agora, saltemos para Angola e troquemos cobras por combustíveis.

O Estado, com a melhor das intenções, decidiu subsidiar a gasolina e o gasóleo para aliviar o bolso do povo. À primeira vista, lindo: o tanque cheio custava pouco e até o candongueiro sorria.


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Mas, tal como em Deli, a história não ficou por aí.

Logo apareceu quem começasse a “criar cobras”. Só que aqui as cobras eram bidões e cisternas. Bidões que atravessavam fronteiras, camiões que iam despejar litros em países vizinhos, esquemas de contrabando onde se comprava barato cá para revender caro lá fora.


Enquanto isso, internamente, o incentivo distorcido fez nascer uma cultura de desperdício. Carros velhos a consumir como tratores, projectos agrícolas a pedir mais gasóleo para máquinas que nunca lavraram um campo.

Quando o Estado começou a cortar a torneira, a economia tremeu: afinal, tínhamos aprendido a viver de cobra subsidiada.


Moral da história: o barato sai muito caro.

E incentivos políticos de curto prazo podem criar serpentes de longo prazo que depois levam anos para matar.


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