Cortes nas agências da ONU afectam programas e pessoal em Angola




As agências das Nações Unidas em Angola estão a enfrentar redução de pessoal e cortes de financiamento em 2025, resultado de ajustes orçamentais globais na ONU e da diminuição de contribuições de alguns Estados-membros.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que apoia projectos nas áreas de governação, desenvolvimento sustentável e combate à pobreza, anunciou a necessidade de reajustar algumas operações no país, incluindo a redução de pessoal e a reprogramação de actividades. Apesar dos constrangimentos financeiros, a agência garante a continuidade dos projectos considerados prioritários em parceria com o Governo angolano.
Outras agências, como o OCHA e UNICEF, também têm ajustado operações, afectando parcialmente a capacidade de resposta a emergências e à implementação de programas de desenvolvimento.
O Governo de Angola reafirma o seu compromisso com a cooperação internacional, destacando parcerias estratégicas com a ONU em saúde, educação e segurança alimentar, visando minimizar os impactos das restrições orçamentais. Autoridades angolanas sublinham a importância de manter programas essenciais mesmo perante limitações de financiamento global.
Especialistas alertam que os cortes podem reduzir significativamente a capacidade das agências de responder a crises humanitárias, afectando directamente programas de saúde, alimentação, educação e protecção social. Eles recomendam reforçar a coordenação entre Governo, ONU e parceiros locais para proteger as populações mais vulneráveis.
Apesar dos desafios, Angola mantém-se activa em fóruns internacionais e reforça o seu papel multilateral, incluindo a eleição para o Conselho de Direitos Humanos da ONU para o triénio 2026‑2028, demonstrando o compromisso do país com a diplomacia global e soluções sustentáveis para os desafios sociais e humanitários.

Pombal Maria


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