Excelentíssimo Senhor Presidente do Conselho de Administração,
É com elevado respeito e sentido de responsabilidade institucional que nós, jornalistas e alguns funcionários administrativos, vimos por este meio manifestar a nossa profunda preocupação e descontentamento relativamente ao processo de avaliação de desempenho que vem sendo aplicado em algumas delegações da ANGOP.
Tem sido notória a forma como determinados responsáveis conduzem a referida avaliação, afastando-se do seu percurso normal e, em alguns casos, utilizando-a como instrumento de prejuízo para colegas.
Observa-se, com frequência, a valorização e o privilégio de funcionários da sua confiança, tanto do ponto de vista quantitativo como qualitativo, criando a percepção de falta de imparcialidade num processo que deveria primar pela justiça, transparência e rigor técnico.
Registam-se situações em que a avaliação aparenta ser usada de forma estratégica para fragilizar, desmotivar ou mesmo afastar jornalistas e administrativos, o que tem provocado um clima de insegurança laboral, desconfiança interna e queda de motivação entre os trabalhadores. Após a formalização e assinatura dos relatórios, muitos funcionários sentem-se sem mecanismos eficazes de contraditório ou de recurso, o que agrava o sentimento de injustiça.
Importa igualmente referir que há um volume crescente de queixas e denúncias provenientes de várias delegações provinciais, apontando para práticas que configuram abuso de poder, excesso de discricionariedade e gestão pouco participativa.
Tal realidade, se não for devidamente acautelada, pode comprometer seriamente o ambiente organizacional, a produtividade das equipas e, sobretudo, a credibilidade institucional da ANGOP.
Outro aspecto que merece a melhor atenção de Vossa Excelência prende-se com a permanência prolongada de alguns delegados provinciais cujos mandatos, segundo o entendimento de muitos trabalhadores, já se encontram ultrapassados.
A ausência de renovação e de avaliação regular dessas lideranças tem sido apontada como um dos factores que contribuem para práticas de gestão consideradas pouco inclusivas, por vezes marcadas por arrogância funcional e défice de espírito de equipa.
Nós, signatários, entendemos que todos somos servidores da mesma instituição e que ninguém deve ser colocado acima dos princípios de equidade, respeito profissional e sentido patriótico que devem nortear o funcionamento da ANGOP.
As imperfeições existem em qualquer organização, porém, acreditamos que a sua correcção exige vontade reformista, escuta activa e mecanismos claros de responsabilização.
Neste sentido, solicitamos respeitosamente a Vossa Excelência que:
Promova uma análise profunda e independente ao actual modelo de avaliação de desempenho nas delegações;
Reforce os mecanismos de transparência e contraditório, garantindo aos trabalhadores o direito efectivo de contestação;
Avalie a situação dos delegados provinciais cujos mandatos possam estar fora do prazo ou careçam de renovação;
Implemente medidas de harmonização de critérios avaliativos a nível nacional, evitando субъjetivismos locais;
Incentive uma cultura institucional mais participativa e inclusiva, baseada no mérito e não em relações de proximidade.
Estamos convictos de que, sob a liderança de Vossa Excelência, será possível corrigir as distorções identificadas, restaurar a confiança interna e fortalecer ainda mais o prestígio da ANGOP no panorama mediático nacional.
Na expectativa de uma análise ponderada e de medidas que promovam maior justiça organizacional, subscrevemo-nos com elevada consideração.
Os Jornalistas e Funcionários Administrativos.
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