Os perrengues da Educação- Ana Jenário



​Por aqui o circo começa a se fechar, a corda segue cada vez mais apertada e o tempo começa a ficar sem tempo. A faltarem exatos 18 meses para deixar o osso, o aluno que lhe foi dado 10 anos para brilhar na prova, começa só agora, a revisar a matéria.


​Entre as disciplinas deu início a um reexame da História para compreender o que deu "zebra" no passado, trouxe ao de cima a Geografia da sua governação para forçar uma relação com o seu Patrão que há "long time" espumou e acionou a Matemática para de forma pormenorizada entender quantas vezes usou irracionalmente o erário em detrimento das necessidades do povo.


​A inversão de prioridades neste consulado começa a retumbar quando o próprio Executivo tenciona construir mais escolas com dinheiro da recuperação de ativos no exterior, dois meses depois de dar de bandeja os nossos milhões à Argentina, por um dia de amistoso. Depois do Acerto Final, lançado no ano passado, por cá, parece que veremos mais filmes sobre "Missão Impossível".


​Desta vez, a narrativa será protagonizada pelo Governo de João Lourenço que, para além de querer implementar Inteligência Artificial no ensino primário e torrar desnecessariamente mais de 236 milhões de dólares em professores estrangeiros, promete em um ano e meio, incluir no sistema de ensino 4 milhões de crianças.


​A incumbência de realizar estes e outros milagres na Educação foi dada à Erika Aires, que terá de multiplicar pão e peixes para a merenda escolar dos "putos", transformar a precariedade absurda das instituições escolares num ambiente mais digno, eliminar a corrupção nos concursos públicos, que dizem em vozes de Bali Chionga não ser um crime de pobre, e acabar com o sistema de desvio e venda ilegal de manuais.


​A jovem e formosa ministra terá de fazer um salário justo aos professores para "se mimarem lá um pouco" com um pequeno almoço no Epic Sana ou com um i10 para ajudar na locomoção e motivá-los a lecionar melhor. Terá ainda de levar à justiça os "Ovimunu" do dinheiro da construção de escolas, concretizar as promessas dos computadores e tablets e mostrar que a educação é um direito universal e não um privilégio de elites.


​Não queremos assustá-la, digníssima ministra, mas a lista dos prodígios que deve realizar ainda neste consulado não se fica por aí… e não nos vai surpreender se em fim deste mandato não conseguir o que a sua antecessora não conseguiu em 3 anos, o seu Chefe em 10 e o seu partido desde 75. 

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