A Escola Kwenha viu a sua requalificação ser iniciada com financiamento de 100% através do fundo Eurobond, destinado especificamente ao apoio de infraestruturas educativas, posteriormente beneficiou do PIIM.
No entanto, apesar de todo o financiamento garantido, a obra ultrapassou amplamente o prazo previsto e encontra-se, ainda hoje, totalmente paralisada. O que deveria ser um espaço digno para acolher os alunos transformou-se num cenário de abandono, num momento em que centenas de crianças continuam impedidas de frequentar a escola em condições adequadas.
O estado actual da Escola Kwenha é mais do que uma simples obra inacabada é o reflexo de uma gestão negligente e de um profundo desrespeito pelos direitos da população. Senhor Governador Ernesto Mwangala, é tempo de agir, de facto, como um verdadeiro governador. As comunidades não querem mais promessas, querem soluções concretas. Não é admissível que uma escola com dois financiamentos significativos continue ao abandono, enquanto os nossos filhos permanecem fora das salas de aula. A educação não é um privilégio, é um direito fundamental.
Para agravar a situação, chegaram-nos informações de que o empresário responsável pela obra encontra-se foragido, sem que haja qualquer sinal de responsabilização. Enquanto isso, o SIC e a PGR demonstram pressa em deter jovens pobres que clamam por pão, mas parecem fechar os olhos diante de quem lesou o Estado e condenou centenas de crianças à incerteza. Não pode haver dois pesos e duas medidas: é urgente que a justiça actue com o mesmo rigor contra os verdadeiros responsáveis por este atentado ao direito à educação.
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