Quando o barril dispara, entram mais dólares.
Quando entram mais dólares, o Estado ganha fôlego.
Quando o Estado ganha fôlego, o kwanza agradece.
Mas calma aí.
O mesmo petróleo que nos dá receita, também encarece combustível, transporte e alimentos.
O mesmo conflito que hoje empurra o preço para cima, amanhã pode travar a economia global e puxar tudo para baixo.
Angola vive este paradoxo há décadas:
Somos beneficiados pela crise… mas reféns da mesma.
Se o preço se mantiver alto por algum tempo:
– Mais margem orçamental
– Mais capacidade de pagar dívida
– Menos pressão cambial
Se for apenas um pico momentâneo:
– Euforia hoje
– Ressaca amanhã
A pergunta nunca é apenas “quanto está o barril?”.
A pergunta certa é: o que estamos a fazer com ele?
Porque países ricos em petróleo não ficam ricos pelo petróleo.
Ficam ricos pelo que constroem enquanto ele ainda vale alguma coisa.
E o mundo está a mudar mais rápido do que muitos imaginam.
Angola tem uma oportunidade.
Mas oportunidade sem estratégia é só sorte temporária.
E sorte, como o petróleo, também é volátil.
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