Depois de ter comentado o post, aqui, de Tiago Costa e Ramiro Aleixo, sobre o carácter tenebroso do General Miala e sua possível viabilização para candidato único e de uma vitória “imposta” a PR de Angola, as respostas mais ou menos subtis não se fizeram esperar. Alguma delas, e mais uma vez, um tanto quanto escusadamente intimidatórias ou, no mínimo, desanimadoras.
Foi inventado um portal digital que estaria a falar da fidelidade acrítica de Lopo de Nascimento ao MPLA, perante um Marcolino Moco que diverge do MPLA e da sua direcção, desde que perdeu cargos. Nada mais falso, em relação a minha pessoa, que até poderei ter perdido cargos depois de divergir (e não o contrário, como se insinua); e nada mais falso, em relação a Lopo do Nascimento, basta ouvir o seu discurso de 2013 que aqui postei e iria comentar hoje, para assinalar o quão ele coincide com a nossa ideia de que devemos aprofundar a nossa reconciliação nacional. Para quem não conhece outras contribuições de Lopo para nos reconciliamos em relação ao passado, onde muitos de nós nos arrastamos em posições equivocadas, recordo as considerações que Lopo faz sobre o chamado fraccionismo, e, antes sobre os combates entre o MPLA e FNLA, onde foram usados os mais inesperados e maquiavélicos truques.
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Lopo pode ser menos vistoso, nas suas críticas construtivas para a construção da moderna nação angolana, em relação à qual já não é possível regressar aos antigos reinos pré-coloniais. O tempo passou. Mas temos que construir a nova nação na base do reconhecimento dos equívocos e no erguer de um país justo em que não continuemos a viver do medo de uns contra os outros. Recordo também, para quem não o sabe, que foi Lopo um dos mais convictos defensores da superveniente ordem política formal instaurada no país, particularmente à volta dos Acordos de Bicesse. É essa ordem que se pretende subverter, por gente que devia aceitar o nosso apelo à verdadeira “Reconciliação Nacional”, passando por um “pacto de transição” que nos deixaria a todos na verdadeira Paz e Progresso de Angola.
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