A primeira-dama da República e membro do Bureau Político do MPLA, Ana Dias Lourenço, contestou uma proposta apresentada pelo secretário-geral do partido, Paulo Pombolo, relativa aos critérios de composição do futuro Comité Central, a ser eleito no congresso de dezembro.
O episódio ocorreu durante a quarta reunião metodológica do partido, realizada na semana passada, em Luanda. Na ocasião, Pombolo invocou que 15% dos membros do próximo Comité Central fossem reservados aos primeiros secretários dos Comités de Ação do Partido (CAP), baseando-se em anteriores diretivas.
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Ao intervir, Ana Dias Lourenço corrigiu a interpretação do secretário-geral, afirmando que a orientação do líder do partido, João Lourenço, não especificava os primeiros secretários, mas sim uma quota de 15% destinada aos CAP no geral — o que inclui qualquer militante dessas estruturas.
Face à divergência, a vice-presidente do MPLA, Maria Quiosa, terá solicitado esclarecimentos diretos ao presidente do partido, com o objetivo de harmonizar o entendimento sobre a matéria.
Segundo apurações, João Lourenço tem acompanhado de perto o processo de elaboração e aprovação dos documentos internos do partido, numa tentativa de evitar a repetição de situações verificadas no congresso anterior, quando a aprovação de estatutos levou à necessidade de um congresso extraordinário para correções.
O Presidente prepara-se para concorrer novamente à liderança do MPLA no próximo congresso. No entanto, acredita que uma fação interna poderá tentar sabotar a sua agenda, razão pela qual se mostra cada vez mais cauteloso. A presença de Ana Dias Lourenço no Bureau Político tem funcionado como um mecanismo de vigilância, permitindo-lhe estar informado sobre os debates internos e tomar medidas preventivas.
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