O presidente do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, afirmou em uma entrevista que voltou recentemente a viralizar nas redes sociais que, “em certa medida, os americanos autorizaram a morte do Dr. Savimbi”, numa declaração que volta a lançar debate sobre os bastidores do fim da guerra civil angolana.
A revelação foi feita durante uma entrevista concedida à página Mwangolé TV, na qual o político abordou os meandros do conflito armado e os acontecimentos que antecederam a paz definitiva em Angola.
Segundo Chivukuvuku, a morte de Jonas Savimbi coincidiu com uma deslocação oficial de José Eduardo dos Santos aos Estados Unidos da América.
De acordo com o líder do PRA-JA, durante essa visita, o então chefe de Estado angolano teria recebido um aviso claro por parte das autoridades norte-americanas: caso o conflito não fosse travado, as relações entre Angola e os Estados Unidos poderiam ser afetadas.
Ainda segundo a mesma fonte, essa pressão internacional terá influenciado a decisão de pôr fim à guerra.
Chivukuvuku acrescentou que, do lado da UNITA, o general Lukamba Gato, desempenhou um papel determinante num momento crítico, ao conter eventuais reações internas motivadas pelo desejo de vingança após a morte de Savimbi.
As declarações surgem num contexto em que continuam a emergir diferentes versões sobre os episódios finais do conflito armado angolano, encerrado oficialmente em 2002, após décadas de confrontação entre o Governo e a UNITA.
Embora as afirmações de Chivukuvuku não tenham sido acompanhadas de provas documentais, elas reacendem o debate público sobre o papel de atores internacionais e decisões políticas que contribuíram para o desfecho da guerra e a consolidação da paz no país.
Analistas consideram que revisitar estes acontecimentos pode ajudar a compreender melhor os processos que moldaram a história recente de Angola, ao mesmo tempo que reforça a importância da reconciliação nacional e da preservação da memória coletiva.
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