Luanda – Um grupo de jornalistas angolanos manifestou descontentamento com a liderança do secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Pedro Miguel, solicitando a sua destituição imediata do cargo, alegando perda de confiança e falta de transparência na condução dos assuntos da classe.


Segundo apurou o LIL PASTA NEWS junto de vários profissionais do sector, a actuação de Pedro Miguel tem sido marcada por falhas de comunicação e ausência de esclarecimentos sobre questões consideradas sensíveis, com destaque para o processo de ajuste salarial na ordem dos 58 por cento, sem os 27% cuja evolução, afirmam, nunca foi devidamente explicada aos filiados.


Os jornalistas acusam o líder sindical de não ter conseguido defender de forma eficaz os interesses da classe face às medidas implementadas pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), bem como pelos Conselhos de Administração das empresas públicas de comunicação social.


De acordo com os depoimentos recolhidos, os profissionais sentem-se enganados, sobretudo após terem recebido comunicações individuais com reduções significativas em subsídios, sem qualquer justificação plausível. “As decisões foram sendo empurradas sem coerência, deixando a classe cada vez mais insatisfeita”, referiu uma fonte ligada ao sector.


Outro ponto de contestação prende-se com o processo de progressão na carreira, que, segundo os jornalistas, não respeita critérios como a antiguidade e o enquadramento profissional, situação que pode desencadear acções reivindicativas, incluindo uma eventual greve.


Paralelamente, os trabalhadores apresentaram uma reclamação formal relativa ao processamento salarial do mês de Abril, denunciando descontos indevidos nos subsídios de férias. 


De acordo com os mesmos, foram efectuadas deduções salariais referentes a esses subsídios, sem que os valores tenham sido efectivamente pagos.


Os profissionais recordam que, à luz da Lei Geral do Trabalho em vigor em Angola, o subsídio de férias constitui um direito do trabalhador, devendo qualquer desconto incidir apenas sobre valores já disponibilizados.


Neste sentido, os jornalistas exigem esclarecimentos formais sobre a situação, a correcção imediata do processamento salarial e o pagamento dos subsídios em falta.


Até ao momento, não houve reacção oficial por parte do secretário-geral do SJA sobre as acusações.


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