A nossa UNITA foi criada num espaço conhecido e lá existe uma árvore como referência, onde realizou-se o Congresso constitutivo em 1966, em Muangai, hoje Lutuãi, província do Moxico. Em 1974, após o 25 de Abril, a primeira preocupação de Jonas Savimbi foi a criação de condições para instalar o seu movimento, daí a grande estrutura no Luso (Luena), o CAP (Centro Administrativo e Político), no Huambo, o Pica Pau em Luanda e outras estruturas a nível nacional. Na JAMBA, no início, havia gabinetes soltos, o contexto era de guerra fratricida, com actividades políticas e militares ao mesmo tempo, criou-se o Comité coordenador mas, por fim, houve necessidade de se construir a casa do movimento que, posteriormente passou a ser chamada casa do partido. Em 1992 Dr. Savimbi teve a mesma preocupação de instalar o partido, com a inauguração da sua sede no São Paulo e o Secretariado provincial de Luanda no largo Serpa Pinto. O mesmo ocorreu nas demais províncias.
Lembro-me em 1998 a reinauguração da sede do partido, com presença do representante do governo, o Ministro da Administração do território Faustino Muteka, o Vice-presidente António Sebastião Dembo, o Secretário geral adjunto Correia Vítor, o secretário para as Relações exteriores Alcides Sakala Simões, o Secretário para organização Franco Marcolino Nhany, o General Artur Vinama, o cantor Bonga e representantes das Nações Unidas e outros. Em 2002 após o conflito armado, e a consequente assinatura do memorando de intendimento do Luena, antes da reunificação do partido, houve um impasse político-Administrativo, as contas do partido estavam congeladas. Com a reunificação foi possível ter uma boa quantia para comprar estruturas como o Sovsmo (JMS), mais duas residências: o Secretariado geral e o gabinete do coordenador da Comissão de Gestão que posteriormente passou para Vice-presidência. Após o IX Congresso, houve necessidade de se aumentar mais um piso, no edifício do secretariado geral do partido e o Mv Samakuva apelou aos militantes a nível de todas as províncias a contribuírem para a construção dos secretariados provinciais.
É triste vermos hoje o partido sem uma sede nacional, sem um secretariado geral, sem políticas de reconstrução e ampliação da sede do São Paulo onde jazem muitos dos nossos maiores, como o Esmael Comandante e outros. A inexistência do secretariado geral do partido é prova inequívoca de que deixou-se de se pensar UNITA, a nomeação de quadros periféricos ao cargo de secretários provínciais é prova inequívoca de que quer-se uma outra coisa, fora da UNITA, da sua linha política, da sua essência, princípios, valores e concomitantemente a sua durabilidade histórica. É na sede do partido onde são gisadas linhas orientadoras, o secretariado geral do partido é o centro de irradiação do pensamento político do partido. Não há similitude nenhuma com a venda do secretariado geral do partido em 2007. Naltura cmprou-se uma residência ao lado pelos donos do Hotel Epic Sana, cuja as perfurações iriam condicionar a nossa permanência naquele local, daí a necessidade da venda do edifício.
O problema das lideranças africanas está na gestão, na administração da coisa pública. O africano é bom de oratória, de retórica, de citações de conceitos europeus, que os mesmos colocaram em prática, mas nós pecamos na interpretação e na passagem da teorização para prática. Com 90 Deputados não se justifica a situação periclitante que o partido atravessa, sem Secretariado geral é um perigo, um ou dois anos antes das eleições iria se delinear "o ano da construção da sede do partido ", onde cada Deputado contribuiria com 5.000.000,00Kz ×90=450.000.000,00k. Os Comissários nacionais, os provínciais e municipais, os representantes do partido em órgãos com Tribunais, ERCA, ex militares, comudade angolana militante da UNITA residente no exterior do país, militantes e simpatizantes, povo em geral. Seria um trunfo. Infelizmente não se deve exigir muito, quando os objectivos são totalmente diferentes, (a aposta agora é nos Texeiras), os propósitos divergem e mais uma vez à UNITA servindo apenas de ponte para propósitos inconfensos.
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