UBA tenta pela segunda vez entrar em Angola e conta com apoio directo do Presidente da República

 



O United Bank for Africa (UBA) está a negociar a entrada no mercado bancário angolano com o envolvimento directo do Presidente da República, João Lourenço, que se reuniu com a administração do banco nigeriano em Novembro de 2024. Segundo fontes ligadas ao processo, as negociações de “alto nível” decorrem “satisfatoriamente” e espera-se que o banco comece a operar em Angola ainda este ano, apurou o Valor Económico.

O banco iniciou no início de 2026 um novo processo para a obtenção de licença junto das autoridades angolanas, estando actualmente a decorrer os trâmites para a atribuição da autorização. A primeira tentativa de entrada no mercado angolano remonta a 2009 e terminou sem sucesso.

 

O UBA é um dos maiores grupos financeiros africanos, com sede em Lagos, na Nigéria. Está presente em 20 países africanos e tem escritórios em Londres, Paris e Nova Iorque.

 

O grupo é presidido por Tony Elumelu e conta com mais de 45 milhões de clientes em 24 países e quatro continentes. Os activos totais situavam-se em 33,27 biliões de nairas no primeiro semestre de 2025, com os capitais próprios a crescerem 23,3% para 4,22 biliões de nairas.

A eventual entrada do UBA consolidaria uma tendência já visível no sistema financeiro angolano: a crescente presença de bancos de origem africana no país. O Standard Bank, de origem sul-africana, e o Access Bank, também nigeriano, já operam em Angola.

 

A juntar-se a este movimento, o Equity Group, um dos maiores grupos bancários do Leste de África com sede no Quénia, estará igualmente a avaliar uma possível entrada no mercado angolano.

Esta dinâmica reflecte o interesse crescente de instituições financeiras continentais num mercado que, apesar dos desafios estruturais, permanece estratégico pela dimensão da sua economia e pelo potencial de crescimento do sector bancário.


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Valor Econômico 


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