Vídeo apresentado em tribunal no caso Osvaldo Caholo levanta suspeitas de edição e leva ao adiamento do julgamento




A segunda sessão de julgamento do activista Osvaldo Sérgio Correia Caholo, de 36 anos, realizada na manhã desta quarta-feira, 1 de abril, no Tribunal de Comarca de Luanda, foi marcada por controvérsia em torno de uma das principais provas apresentadas pela acusação, levando ao adiamento da audiência.


Caholo é arguido no processo n.º 256, no qual responde pelos crimes de rebelião, instigação pública ao crime e apologia pública ao crime.

 

Inicialmente agendada para as 9h00, a sessão teve início apenas às 11h00, após alterações logísticas que implicaram a transferência da audiência da oitava para a quinta secção da sala dos crimes comuns, sob condução da juíza Mimosa Timóteo Aragão.

 

Durante a audiência, foi ouvida a testemunha Gélson Alsino Mangange, que, ao descrever o momento da detenção, afirmou que o arguido limitou-se a solicitar a apresentação do mandado de detenção e a pedir autorização para efetuar uma chamada telefónica. Segundo o depoimento, a esposa de Caholo chegou posteriormente ao local, tendo o activista seguido com os agentes até à esquadra.

 

O momento mais sensível da sessão ocorreu com a apresentação de um vídeo utilizado como prova pela acusação. As imagens exibidas mostravam o activista a proferir declarações relacionadas com uma manifestação contra o aumento dos preços dos combustíveis.

 

Contudo, a defesa, representada pelo advogado Sérgio Raimundo, contestou a integridade do material apresentado, alegando tratar-se de um vídeo editado. Em resposta, o advogado apresentou uma versão integral do mesmo conteúdo, armazenada numa pendrive, que inclui o contexto completo das declarações.

 

De acordo com a defesa, enquanto o vídeo exibido em tribunal apresenta apenas excertos das falas do arguido, a versão integral revela que as declarações ocorreram no âmbito de uma entrevista conduzida por um jornalista, incluindo perguntas e respostas, o que poderá alterar substancialmente a interpretação do conteúdo.

 

A divergência entre os dois materiais levou a juíza a suspender a sessão e a remarcar o julgamento, a fim de permitir uma melhor apreciação das provas apresentadas.



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