DÍVIDAS A TERCEIROS LEVAM O SENHOR ADRIANO PAULO MUANDUMBA A TROCAS DE MIMOS COM FUNCIONÁRIOS DA ADMINISTRAÇÃO DO LUCAPA- Francisco Pinto



No meio de um crime financeiro por obtenção da margem de lucro a 100% ou, se preferirmos, por aplicação da taxa de juro a 100% nasce um novo e empolgante capítulo da novela intitulada "Era do Muandumba". Neste episódio, o ilustre administrador municipal do Lucapa, senhor Adriano Paulo Muandumba, terá tido a brilhante ideia de orientar  o ex-secretário-geral da administração municipal, José Txipi, e o seu fiel assessor, o senhor Sacatomba, a contraírem dívidas financeiras e materiais junto dos fornecedores de bens e serviços da edilidade. Como garantia, prometia pagamento em futuras cabimentações orçamentais do município. Uma verdadeira aula de gestão visionária.

Na maior parte das vezes, os valores recebidos foram usados para suprir as necessidades pessoais do administrador. Mas não se preocupem, o magnânimo gestor garantia reembolsar tudo com uma generosa taxa de juro de 100%. Porque nada como transformar dinheiros públicos num investimento pessoal de alto risco e retorno duplicado.


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Onde os dois prestimosos funcionários contraíram, em nome da administração, uma dívida que totaliza a fantástica quantia de 76 milhões de kwanzas. Desse bolo, o ex-secretário-geral José Txipi recebeu 60 milhões, enquanto o assessor Sacatomba, mais modesto, ficou-se pelos 16 milhões. Uma bela demonstração de equidade na distribuição das dívidas contraídas.

Actualmente, porém, o administrador municipal recusa-se terminantemente a liquidar a dívida, deixando os seus fiéis colaboradores numa situação irregular perante os credores. Coitados, ficaram com o ónus da dívida e sem os mimos prometidos, como também a dívida contraída ao Sr. João Silva no valor de AKZ 1.500.000.

A situação ainda se agravou porque alguns credores, tendo perdido a esperança de aguardar pelo pagamento, estão indo cobrar directamente o Sr. Adriano na administração municipal, mas *o mesmo se recusa a pagar, alegando que beneficia de protecção especial por ser afilhado do irmão da governadora*.

Situação que ilustra, com traços de comédia trágica, a má gestão dos fundos do Estado por parte de alguns gestores e, sobretudo, a ausência de uma auditoria financeira rigorosa por parte do Ministério das Finanças. Mas sim, continuemos a aplaudir.

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