Filantropo ou Midas? Duas mãos, dois poderes, um sujeito- Edy Lobo



Características que, sob um olhar superficial e desinteressado, não haveria correlação alguma, sem que o sujeito que faz com o que predicado tenha a sua importância não fosse conhecido.  


Mas antes de esmiuçar qualquer ideia central, creio que seria curial trazer à superfície o que está por detrás desta cortina de letras.  


Midas, segundo a lenda, recebeu de deus Dionísio o poder de que tudo, mas literalmente tudo, o que tocasse se transformasse em ouro. Ler uma coisa dessas deixa qualquer um atento e pensar logo na possibilidade de varrer para longe a penúria que nos segue desde a nascença.  

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Mas existem toques que trazem benefícios, tal como há toques que prejudicam. O uso desregrado deste toque, para fins inconfessos, isto é, para a satisfação de pretensões pessoais pode afastar do nosso convívio convivas de uma módica presença que dão mais luz do que uma gestante de trigêmeos.  


Na mesma senda, se calhar contraria, está o filantropo. Eu acho que longe de qualquer intenção humana o filantropo quer secar lágrimas de pessoas, que muitas vezes se questionam porque nasceram num país como o nosso, mesmo antes delas caírem. O filantropo faz o bem por satisfação, mas o resultado da equação entre fazer o bem e fazer bem o bem, quando se cruzam muitas vezes acabam como a utilidade de “Pi” na minha vida: só confusão e muitas vezes muito bem interpretada.  


Entre mãos filantropas e aquilo que mal exercida pode ser considerada como a maldição de Midas, está o actual patrono da GGMF, Gianni G. Martins, homem de palma aberta e que quase tudo o que toca tem poder de resplandecer, tornando-as luzente.  


Actualmente, a Fundação o qual o próprio “Midas Filantropo” dá o nome tem estado a fazer maravilhas com os dois poderes que tem. Só mesmo um distraído não consegue vislumbrar isso. Ou se calhar nem é distraído. Está apenas imbuído de uma invídia conjugada com um mal-estar que ultrapassa os limites desnecessários e alcança os recônditos de um humano normal.  


Com o número de projectos sociais que a Fundação tem desenvolvido, tem um impacto fenomenal, no âmbito da educação, os projectos Mwana Luzito, que é um projecto de educação e cidadania para crianças e adolescentes e o projecto Zwelar com Elas, que tem uma iniciativa académico-pedagógica financeira para senhoras do mercado informal. Existe ainda outro projecto que impacta vidas imberbes, desta vez no campo da saúde, que é o de cirurgias ao coração de crianças, Healing Little Heart, em colaboração com uma Fundação britânica com o mesmo nome. E existem outros que prefiro não fazer menção só para não parecer que está a ser feito um exercício de adulação a um “deus humano”.  


E como em quase tudo que toca vira ouro, como não falar do trabalho de ressurreição que está a ser feito ao centenário Sporting Clube de Luanda, uma instituição desportiva que jazia em coma profundo por anos e, mal chegou o “Midas” que em quase 3 anos já conquistou factos inéditos e indiscutíveis no seu mandato. Gianni Gaspar Martins, como presidente do clube que fiz menção, chegou pela primeira vez numa final de basquetebol feminina, derrotando o 1º de Agosto e venceu, e um ano depois chega também a uma final, desta vez em basquetebol sénior masculino, derrotando nas meias finais também o 1º de Agosto. É um leão com astúcia que veio desalojar o clube militar dos seus aposentos e está mesmo a fazer mossa.  


Nem falei das outras modalidades de luta, tais como o Karaté, o Judo e o Jiu-Jitsu onde só amealham medalhas em quase todas as categorias e que tem tirado muitos jovens dos caminhos nebulosos e lúgubres. Está realmente a ser feito um trabalho espetacular e de bradar os céus por um jovem incansável e da nossa praia cronológica.  


Que o Midas Filantropo continue nesta senda. Quiçá um dia consiga desalojar também o “Pai Grande” Petro de Luanda da sua mansão nas modalidades de destaque. Eu espero que não, mas desde que aprendi que o desporto é ingrato e que não se joga só em quadra, limito-me a esperar para ver.

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