Há 20 anos atrás, Angola protagonizou um dos maiores feitos patrióticos e desportivos da sua história desde a Independência. Foi uma partida que não se limitou ao futebol: foi uma verdadeira caravana nacional, com organização, cultura e identidade, rumo ao Mundial de Futebol de 2006, levando consigo uma das maiores delegações da história do desporto angolano.
A viagem reuniu 350 pessoas, num esforço que mobilizou diferentes áreas do país e da cultura angolana. Tudo foi garantido pelo empresário Henrique Miguel (“Riquinho”), com gastos que terão ultrapassado 7 milhões de dólares (USD), cobrindo:
- Aluguer de aviões
- Pagamentos de hotéis
- Ajuda de custos
- Transporte e apoio à comitiva
Mas a dimensão do projecto foi muito além do desporto.
A comitiva levou:
- 25 futebolistas
- 100 músicos
- 50 artistas de várias áreas culturais, incluindo misses, manequins e modelos
- pintores
- grupos de dança
- ballet nacional
- ballet Kilandukilo
- grupo carnavalesco
- gastrónomos
- escritores
- e um conjunto de actividades culturais desenhadas para mostrar Angola ao mundo
Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth, liga agora e faça o seu agendamento, 923593879 ou 923328762
Durante a estadia, montaram uma feira de exposição por 30 dias, com mais de 100 shows, transformando a presença no Mundial numa vitrine da cultura angolana para turistas do mundo.
A estratégia foi clara: aproveitar a oportunidade mundial para promover:
- o Estado
- a bandeira
- e a identidade cultural de Angola
Ou seja, não era apenas “ir ao Mundial” — era mostrar Angola, com presença constante e espectáculo em larga escala.
Houve também mobilização interna e ligação à campanha eleitoral, com participação de:
- 100 militantes da JMPLA
- 100 militantes do MPLA (Luanda)
- e esforços de reapresentação da juventude e do povo de Angola
A mensagem era de unidade e impacto, dentro e fora das fronteiras.
Apesar da dimensão do trabalho realizado — apoiando desporto, cultura e promoção do país — até hoje não teria sido feito o pagamento pelos serviços prestados ao Estado e, segundo o texto, também não houve regularização por parte do partido.
E fica a pergunta que ecoa como denúncia e cobrança:
“Até quando?”
Porque quando um país celebra um feito histórico, mas quem executa fica sem retorno, a história não termina no Mundial — continua no pedido de justiça.
Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação









0 Comentários