O profeta BM Samuel, líder da igreja Arena de Fogo, afirmou, numa entrevista recente no programa de rádio “Ouvinte”, que está a ser perseguido e que também é alvo de inveja por não pertencer ao partido que governa Angola e por não ter “padrinho na cozinha”.
De acordo com BM Samuel, o aumento da sua popularidade tem “deixado preocupado muita gente”, razão pela qual — segundo ele — diversos setores terão tentado silenciá-lo. O profeta sustenta que, em vez de o seu crescimento ser recebido com neutralidade, teria provocado reações de perseguição.
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O líder religioso negou também que o conteúdo que lhe é atribuído esteja ligado a agressão referida em episódios anteriores. Para BM Samuel, “não foi o ocorrido da chapada” que ele deu a um membro durante um culto que motivou as acusações. Ele diz que, na verdade, o que está na origem da denúncia são outras interpretações e uma acusação de conduta indecorosa, associada às suas declarações no programa “Pod Um Milhão”.
Na entrevista, o profeta acrescentou que há pessoas ligadas a estruturas e redes com maior influência — “com padrinho na cozinha” — que, apesar de alegadamente fazerem “coisas piores”, não enfrentam o mesmo tipo de consequências. Segundo ele, a diferença está na forma como o sistema “olha” para quem tem apoio político e para quem não tem.
BM Samuel concluiu dizendo que as acusações e tentativas de fechar a sua igreja estariam ligadas à inveja e ao facto de ele não estar alinhado ao partido no poder.
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