O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Nacional de Combate aos Crimes contra as Pessoas, Direcção Central de Operações e SIC-Luanda, no âmbito de uma aturada investigação, esclareceu as circunstâncias da morte do efectivo da PIR, Joaquim Afonso Cardoso Gunza, de 33 anos, e de Toni, jovem de motoqueiro, de 22 anos de idade, ocorrida na última quinta-feira, 16 de Julho de 2026, no Bairro Kikuxi, arredores do Luanda Sul, no município de Viana.
De acordo com uma nota do SIC, em consequência das investigações, foram detidos, mediante mandado emitido pelo Ministério Público: um efectivo do SIC, Agente de Investigação Criminal de 3ª Classe, e três efectivos da PNA, sendo um Intendente, Comandante da Esquadra da Vila Azul, identificado pelo Na Mira do Crime como sendo o cidadão Evaristo Hossondatia, um Subinspector, Chefe de Pelotão da Esquadra, e um 1.º Subchefe, graduado de Serviço à data dos factos, por fortes indícios da prática dos crimes de duplo homi*cídio, em concurso com sonegação de cadáver e ocultação de provas.
A investigação rigorosa levada a cabo determinou que o crime ocorreu na parte dianteira do quintal da Esquadra da Vila Azul, por disparos de arma de fogo do tipo pistola.
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No dia do hediondo crime, o autor do homicídio do efectivo da PIR, um agente do SIC por se identificar, neste momento em fuga, em companhia do agente detido e de um terceiro em parte incerta, não estando de serviço, em convívio, na madrugada, num dos bares locais na zona do Luanda Sul, em Viana, interpelaram a vítima que se fazia transportar por um mototaxista.
Após abordagem, terá levado às vítimas para o interior da Esquadra da Vila Azul, onde, durante desentendimento, e mesmo após o colega ter se identificado, o efectivo do SIC em fuga terá executado primeiro o agente das Forças Especiais com dois disparos na cabeça, conhecendo morte imediata.
De seguida, sem piedade, o segundo efectivo do SIC já detido terá executado o mototaxista para apagar evidências e queima de arquivos.
De acordo com o SIC, o acto foi presenciado por alguns efectivos da PNA, em serviço de piquete, que nada fizeram para conter a acção injustificada.
Em acto contínuo, esses agentes do SIC, de modo a desfazerem-se dos cadáveres, foram depositá-los no bairro Belo Horizonte, na via pública, juntamente com os demais objectos das vítimas e invólucros de munições.
Durante investigação, o SIC fez deslocar peritos de campo que procederam à inspecção judicial do local, onde foram encontrados dois cadáveres, e apreendidos uma arma de fogo do tipo pistola, marca TT, um bilhete de identidade, uma carteira de bolso com passe da Polícia Nacional e uma motorizada, marca Kawasaki, cor preta, sem matrícula.
Cumpridas todas as formalidades, os cadáveres foram removidos para a Morgue Central de Luanda para posterior perícia médico-legal.
A investigação recorreu às câmaras de vigilância na localidade, que auxiliaram na identificação da viatura particular dos autores usada na acção.
Refira-se que os efectivos da PNA já detidos, e outros por deter, estão envolvidos no encobrimento deste acto, pois não reportaram a ocorrência, com a agravante de não terem tomado medidas adequadas contra os autores.
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