O Hotel Victoria Garden, em Luanda, está sob forte pressão do Ministério do Turismo. Depois de duas inspecções em que não conseguiu resolver mais de metade das falhas identificadas, a unidade vai agora ser alvo de uma terceira e decisiva avaliação, que determinará se mantém o estatuto de cinco estrelas. O anúncio foi feito esta quinta-feira por Zahira de Assunção, directora nacional de Qualificação e Licenciamento Turístico.
O caso do Victoria Garden ilustra bem os objectivos do Programa Reclassifica Turismo 2025–2027: verificar, na prática, se os hotéis classificados na categoria máxima continuam a merecer essa distinção. Nas duas visitas já realizadas, os técnicos do Ministério deixaram recomendações sobre infra-estruturas, qualidade de serviço, preparação das equipas e experiência dos hóspedes — pontos que, segundo Zahira de Assunção, definem em conjunto se um hotel é, na prática, um verdadeiro cinco estrelas. O hotel, porém, não as implementou na sua maioria.
Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth, liga agora e faça o seu agendamento, 923593879 ou 923328762
A lei dá a cada unidade 180 dias para corrigir os problemas apontados após cada inspecção. Esgotado esse prazo sem resultados satisfatórios, o Ministério optou por uma terceira visita ao Victoria Garden, em vez de avançar de imediato para uma despromoção. “É isto que o Ministério do Turismo está a fazer: cumprir rigorosamente aquilo que está estipulado pelos decretos presidenciais em vigor. Após a terceira visita vamos então definir qual é o resultado para esta unidade hoteleira”, declarou a directora.
Caso a próxima inspecção confirme que as falhas persistem, o Victoria Garden arrisca ver a sua classificação revista em baixa — um cenário que o Ministério já não descarta, depois de constatar que várias unidades no país deixaram de estar à altura da categoria que ostentavam. Até lá, o hotel continua a ser acompanhado de perto pelas equipas do Ministério, que reiteraram as recomendações e mantêm abertas as linhas de apoio à correcção dos problemas.
O caso do Victoria Garden não é isolado: na mesma ronda de avaliações, todos os hotéis de cinco estrelas do país foram inspeccionados. O EPIC SANA foi o único a sair sem qualquer restrição; o InterContinental Luanda Miramar e o Hotel de Convenções de Talatona (HCTA) mantiveram a categoria, mas de forma condicionada, com prazo para cumprir as recomendações recebidas.
Para o Ministério do Turismo, este exercício de reclassificação serve um propósito mais amplo: garantir que a estrela atribuída a um hotel reflicta a qualidade real da sua oferta, e não apenas um estatuto herdado do passado. Numa altura em que Angola aposta no turismo como pilar da diversificação económica, casos como o do Victoria Garden funcionam como teste à credibilidade de todo o sistema de classificação — e ao rigor com que o país está disposto a aplicá-lo.
Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação



0 Comentários