A Connected Minerals prepara a entrada em Angola através da aquisição da Frontier Angola, empresa que detém 80% da concessão. Os restantes 20% estão em posse da empresa IMA - Investimentos Mineiros de Angola, entidade ligada à construtora portuguesa Telhabel.
A empresa Connected Minerals está em processo de finalização da aquisição de 80% do capital da Frontier Group CRM, também da Austrália, que detém direitos de exploração no "Projecto Bailundo" com potencial para extracção de minerais fundamentais para a economia global, como nióbio e terras raras. A entrada da empresa australiana, que se prepara para aumentar o seu capital em 4,5 milhões de dólares australianos (cerca de 3,2 milhões USD) para investir em Angola, acontece depois da aquisição da Frontier Group CRM (ligada a investidores privados daquele país), que controla 80% da Frontier Angola, titular dos direitos de exploração no "Projecto Bailundo".
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Os restantes 20% da empresa local estão em posse da IMA - Investimentos Mineiros de Angola. Esta entidade é detida pela Longinvest (99%), uma sociedade anónima registada em Zurique (Suiça) e pela Telhabel (1%). As duas empresas são representadas pela mesma pessoa, Pedro Couto, que também é dono e administrador da Telhabel, empresa de construção com mais de 50 anos de actividade, fundada pelo seu pai em Portugal.
Embora as informações apuradas indiquem que Pedro Couto e Manuel Couto Alves não tenham relação familiar ou mesmo empresarial, a verdade é que Manuel Couto Alves (CEO do Grupo MCA) chegou a exercer funções de secretário da Assembleia Geral da Telhabel, entre Dezembro de 2006 e Março de 2009, segundo os registos públicos empresariais disponíveis em Angola.
O Grupo MCA, fundado em 1998, tem presença registada em mercados internacionais, mas nos últimos anos o seu crescimento em Angola tem sido exponencial, sobretudo devido à instalação de vários parques de produção de energia solar em diversas províncias, um investimento público avaliado em 1.290 milhões de euros.
Potencial por aproveitar
A concessão, ainda em fase inicial de desenvolvimento, está localizada a 12 km da sede municipal de Bailundo, a 80 km da capital provincial e não está longe da mina da Pensana (situada em Longonjo, também no Huambo), outra empresa australiana, que prevê iniciar a exploração de terras raras em 2027.
A entrada da empresa australiana, que se prepara para aumentar o seu capital em 4,5 milhões de dólares australianos (cerca de 3,2 milhões USD) para investir em Angola e contém um complexo carbonatítico (formação rochosa onde estão presentes elementos de terras raras, nióbio, fosfatos, entre outros minérios) com 7 km de diâmetro.
"A zona está conectada ao estratégico corredor ferroviário do Lobito por estradas asfaltadas, com infraestrutura de fornecimento de energia e linhas de transmissão que chegam à base do projecto", explica a Connected Minerals no seu website oficial.
A empresa australiana não se compromete com datas concretas para o início da exploração, mas confirma que já foram realizados trabalhos iniciais de pesquisa no terreno que confirmaram o potencial da concessão. O próximo passo visa aprofundar os estudos geológicos para definir a estratégia operacional e comercial do projecto.
De acordo com a informação disponibilizada no website da Connected Minerals, o investimento é justificado pela "abundância de recursos naturais inexplorados" em Angola, um País historicamente dependente do petróleo e dos diamantes.
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