Juíza do Tribunal Supremo ouvida pela PGR



 A juíza conselheira do Tribunal Supremo de Angola, Anabela Couto Valente ( https://www.club-k.net/index.php/bastidores/56796-juiza-do-supremo-processada-por-injurias?utm_source=copilot.com ), está a ser ouvida pela Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) da Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito do processo n.º 178/026, no qual foi constituída arguida.

A magistrada é investigada por alegado crime de injúria, na sequência de mensagens que terá partilhado, em 2025, num grupo de WhatsApp reservado a magistrados, nas quais terá dirigido expressões como “rosqueira” e “meretriz” a duas colegas.

 

Uma das magistradas visadas, a juíza conselheira Joaquina Ferreira do Nascimento (https://www.club-k.net/index.php/bastidores/56796-juiza-do-supremo-processada-por-injurias?utm_source=copilot.com), terá decidido apresentar uma queixa-crime contra Anabela Couto Valente, dando origem ao processo actualmente em investigação pela PGR.

 


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Além das alegadas ofensas, Anabela Couto Valente terá acusado as duas magistradas de recorrerem a plataformas digitais, entre elas o Club-K, e ao activista conhecido como Jota Privado, no Brasil, para promoverem uma campanha destinada a favorecer as suas pretensões à presidência do Tribunal Supremo.

 

Há ainda informações segundo as quais Anabela Couto Valente terá utilizado, em diferentes ocasiões, fóruns e plataformas digitais para formular outras acusações contra membros do Tribunal Supremo. Entre os elementos que estarão a ser considerados na investigação encontra-se, segundo as denúncias, o rastreio de um endereço IP associado ao número de telefone 924 152 315 (tel:924%20152%20315), que teria permitido identificar mensagens consideradas ofensivas e atribuídas à magistrada.


Anabela Couto Valente terá feito falsas acusações como forma de agradar, na altura, ao antigo presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo, de quem ela era uma forte devota. Couto é vista como leal a Joel Leonardo por ter ascendido ao alto escalão do Supremo, em março de 2023, durante a sua gestão. Participou em grupos internos que defendiam ferozmente Joel Leonardo. Atacou colegas críticos, fez acusações alinhadas com a narrativa da direção e nunca se distanciou publicamente do antigo presidente do Tribunal Supremo.


Em abril de 2025, utilizou os fóruns da Associação dos Juízes de Angola para acusar colegas de “ambição e ganância” na disputa pelo cargo de juiz-presidente do Tribunal Supremo e do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ). Segundo ela, “a luta vem de há anos” e os visados “jamais conseguirão alcançar os seus intentos”.


Club-K


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