Vive-se atualmente um clima de forte expectativa em relação à resolução dos salários, situação que tem gerado fricções entre o Conselho de Administração da Empresa, elementos da Comissão Sindical Atual, a Comissão Cessante e os trabalhadores em geral


É fundamental destacar que o salário é a principal garantia que os colaboradores têm para arcar com despesas essenciais do dia a dia, tais como alguns exemplos: as propinas de colégios, materiais escolares e uniformes para os seus filhos. Além disso, assegurar a compra de medicamentos que, muitas vezes, não estão disponíveis nas farmácias convencionadas onde os cartões de seguro de saúde da empresa podem ser utilizados ou os valores  não são suficientes para cobrirem. 


Por outra, os salários cobrem necessidades indispensáveis que outros benefícios corporativos simplesmente não alcançam. Por essa razão, um ajuste no salário base que esteja à altura dos desafios atuais, considerando o aumento severo do custo de vida e a desvalorização da moeda, é urgente. Este aumento deve abranger a todos, desde os trabalhadores de base até aos dirigentes de topo, e precisa ocorrer o mais breve possível.

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Neste momento, os trabalhadores devem manter o foco exclusivamente na questão do aumento salarial, evitando dispersões com elogios vazios, bajulações, desinformação ou ataques pessoais entre colegas.


A força de trabalho aguarda, com muita perspetiva, o anúncio oficial por parte do Conselho de Administração, que deverá definir o mês e os valores do aumento salarial a ser atribuído de forma transversal, do topo à base.


Historicamente, a política de salários baixos sempre foi o principal foco de instabilidade e fricção entre os responsáveis máximos da empresa e os colaboradores. No passado, este descontentamento originou a saída precipitada de gestores de cargos de direção, sem aviso prévio e antes do término dos mandatos para os quais foram nomeados. É recomendável que a actual gestão fique atenta e tire lições dos erros das direções anteriores para não repetir o mesmo cenário.O Conselho de Administração não deve permitir que o dossiê salarial se arraste para além dos 45 dias, desde a criação da comissão responsável por este assunto. Caso contrário, abrir-se-á espaço para especulações, desinformaçoes e novos conflitos internos.


O Conselho de Administração precisa agir com máxima atenção. Os cargos de liderança, em particular o de Presidente do Conselho de Administração no Porto do Lobito, são historicamente cobiçados por agentes externos e internos a propina Administração, e muitos poderão aproveitar-se de um eventual clima de instabilidade para tirar dividendos institucionais.

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