Agostinho Kapaia entra no mercado de fertilizantes: Angola garante financiamento de 1,3 mil milhões de dólares para megafábrica de fertilizantes no Soyo



Angola deu um passo histórico rumo à autossuficiência agrícola e à industrialização do sector energético. O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) confirmou que está na fase final de estruturação de um pacote de financiamento no valor de 1,3 mil milhões de dólares destinado à construção da fábrica de fertilizantes Amufert SA, localizada no Soyo, província do Zaire.


O anúncio foi formalizado pelo Presidente do Conselho de Administração do Afreximbank, George Elombi, após uma audiência com o Presidente da República de Angola, João Lourenço. O fecho financeiro da operação está previsto para ser concluído até ao final de outubro de 2026.

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A Amufert é uma iniciativa conjunta (joint venture) que une o sector público e privado angolano. O projecto é desenvolvido pelo grupo privado OPAIA e pela Sonangol Gás Natural (Sonagas).

Para garantir a viabilidade técnica e a segurança operacional da infraestrutura, o consórcio garantiu contratos com gigantes globais da engenharia industrial:


• KBR (Kellogg Brown & Root): A multinacional norte-americana fornece a tecnologia patenteada para a produção de amónia (2.300 toneladas/dia) e actua na gestão e supervisão do projecto (Project Management Consultancy);


• Toyo Engineering Corporation: A empresa japonesa é a responsável exclusiva pelo licenciamento da tecnologia de ponta para a síntese e granulação de ureia (4.000 toneladas/dia);


• Wuhuan Engineering Company: O grupo chinês assume a execução física e contratos de engenharia e construção (EPC).


Actualmente, Angola gasta entre 120 e 150 milhões de dólares anualmente na importação de fertilizantes para sustentar a sua produção agrícola. A nova fábrica terá uma capacidade estimada de produção de 1,3 milhões de toneladas métricas por ano (cerca de 4.000 toneladas por dia), o que permitirá:


1. Eliminar a dependência externa: Abastecer integralmente o mercado interno angolano;


2. Exportação regional: Gerar divisas para o país através da venda do excedente para nações vizinhas na África Subsaariana;


3. Criação de Emprego: A fase de construção civil prevê a abertura de 3.500 postos de trabalho directos, enquanto a fase de exploração comercial irá garantir 1.200 empregos permanentes.


A fábrica funcionará como um complexo petroquímico downstream, utilizando as reservas domésticas de gás natural de Angola como matéria-prima (feedstock) para a síntese química.


Com o novo Conselho de Administração da Amufert já em funções e os contratos tecnológicos assinados, o cronograma oficial aponta para o arranque das operações e início da produção industrial no decurso de 2027.


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