Um estudo atribuído ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) coloca os angolanos residentes no estrangeiro no último lugar entre os grupos analisados no envio de remessas para o país de origem.
De acordo com os dados apresentados no estudo, cerca de 620 mil angolanos vivem no estrangeiro, mas o valor das remessas contabilizadas através dos canais considerados oficialmente seria equivalente a menos de 83 dólares por emigrante, por ano.
Os números, entretanto, podem não representar todo o dinheiro efetivamente enviado pela diáspora para Angola.
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Uma análise realizada pelo Lil Pasta News indica que uma parcela das transferências feitas por angolanos residentes no exterior poderá circular através de meios alternativos e informais, ficando, por isso, fora das estatísticas baseadas nas operações registadas pelo sistema financeiro formal.
Entre os fatores apontados estão a desconfiança em relação ao sistema bancário, a burocracia associada às transferências internacionais, os custos das operações e outras dificuldades encontradas por membros da diáspora no envio de dinheiro para familiares em Angola.
Na prática, muitos angolanos recorrem a familiares, amigos e outros mecanismos informais para fazer chegar recursos ao país. Quando essas operações não passam pelos canais financeiros monitorizados, os valores não aparecem necessariamente nas estatísticas oficiais de remessas.
Desta forma, os dados atribuídos ao BAD devem ser interpretados levando em consideração a metodologia utilizada no levantamento. O baixo volume de remessas oficialmente registadas não significa, por si só, que os angolanos no estrangeiro enviem pouco dinheiro para Angola, uma vez que parte dessas transferências poderá ocorrer fora do sistema formal.
O cenário também levanta uma discussão sobre a necessidade de reduzir a burocracia, aumentar a confiança no sistema financeiro e tornar as transferências internacionais mais acessíveis, permitindo que uma parcela maior das remessas da diáspora seja realizada e contabilizada pelos canais oficiais.
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