Do trauma de 92 ao medo de 27: Por que Angola ainda não curou a desconfiança eleitoral - Ana Jenário



 Na semana em que o país assinala 34 anos das primeiras eleições multipartidárias de 1992, vencidas pelo MPLA com 53,7% dos votos e contestadas por alegada existência de fraude eleitoral, tendo o processo sido classificado, na altura, como "fantochada", com denúncias de manipulações na contagem dos votos, a oposição volta a "choramingar"da própria incapacidade de preencher as lacunas das amargas experiências dos processos eleitorais anteriores. 


Desta vez trouxe à baila os traumas que conserva eternamente no lugar de oponente, com a defesa agora de que não pretende repetir, em 2027, a dose de trapaças praticadas pelos camaradas.


Com o cerco a fechar-se ao aproximar do próximo pleito eleitoral, começa-se a afinar as máquinas na esperança de se evitarem mais "batotas" do autocrata que acredita desde 75 não ter força política à altura para o substituir.



Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth, liga agora 923328762 ou 914771757



Incorporadas na pouca supervisão, exclusão de eleitores e existência de assembleias de voto clandestinas, as irregularidades que a oposição diz ter identificado há anos, persistem com novas queixas sobre falta de transparência do registo eleitoral oficioso e do controlo das soluções tecnológicas, desgastando os partidos e ferindo as expectativas de ‘líderes incríveis’.


A reacção da oposição à constante ameaça de fraude passa por várias tentativas de defesa:  A busca por refúgio em armaduras disfarçadas de propostas de Frente Patriótica que se apresenta mais desunida. O pacto de transição rejeitado por quem governa e garante que o país não vive nenhuma crise institucional que justifique tal acordo. Reuniões e confissões à sacerdotes incapazes de destruir o "Golias" da política angolana. Encontros de unidade para alternância democrática e sugestões de fiscalização aos "Manicos" que acreditam que com uma democracia saudável ao ponto de permitir mudança de Governo, o país será suprimido.


E na luta de quem faz melhor cera, o chico esperto assiste do trono da sua infinita soberba o que não lhe diz nada das intensas conversas de rua sobre resultados pré-fabricados antes mesmo do primeiro voto entrar na urna. Enquanto isso, a oposição menos útil vai-se perdendo em lutas internas, dando um autêntico "tiro no próprio pé" com discursos "birutados" e ambição desmedida pelo poder em meio à contestação e clara violação dos estatutos.


Resta saber se, no próximo ciclo, a tinta que mancha o dedo do eleitor será suficiente para desenhar o caminho da verdadeira democracia.


Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

Postar um comentário

0 Comentários