Um grupo de efectivos da Polícia Nacional, volta a denunciar o alegado atraso no pagamento dos seus salários, situação que afecta mais de 500 agentes, incluindo efectivos da Polícia de Guarda Fronteira (PGF) e dos Comandos Provinciais da Ordem Pública, provenientes das Forças Armadas Angolanas (FAA) e integrados no 21.º Curso de Transição, das províncias de Malanje, Lunda-Norte, Huambo, Benguela, Huíla, entre outras.
Segundo um dos denunciantes que apresentou o caso ao Na Mira do Crime sob anonimato, até ao momento os efectivos em causa continuam sem receber os seus ordenados.
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"Os IBAN que nos pediram às pressas serviram apenas para acalmar os ânimos, o salário referente ao mês de Setembro já foi creditado nas contas dos efectivos dos mesmos órgãos, enquanto nós continuamos sem os nossos ordenados e somos obrigados a trabalhar, sob pena de sermos sancionados", afirmou o denunciante.
O efectivo acrescentou que a situação tem causado sérias dificuldades às famílias dos agentes, sobretudo no pagamento das rendas, alimentação e despesas escolares.
"As nossas famílias estão a passar por humilhações, é mesmo só Jesus para nos mantermos ainda aqui, chegámos ao fim da linha e já não aguentamos mais, esses senhores parecem não ter coração, estamos há mais de um ano sem salário e somos obrigados a continuar a trabalhar", lamentou.
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