PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROTAGONIZOU ACTOS SIMBÓLICOS DE CORTE DA FITA E DESCERRAMENTO DA PLACA



Num dia de memória, de olhar firme para o passado e a História, mas essencialmente de perdão e abraço comprometidos com a PAZ que tem de ser ETERNA, o Presidente da República, João Lourenço, inaugurou esta Quarta-Feira, 14 de Outubro do ano de 2026, em Luanda, o Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos.

Angola conta assim com um lugar de memória e de reconciliação entre os seus filhos, um ponto para a reflexão e o diálogo, um espaço consagrado ao valor da paz como património das gerações presentes e futuras.

O Presidente da República, ele próprio um elo fundamental no caminho que conduziu ao dia de hoje com o seu célebre pedido de desculpas públicas e perdão, também pelo número de vezes que visitou as obras do Memorial ao longo do tempo em que decorreram [2024 a 2026], teve hoje a responsabilidade histórica de cortar a fita que simbolizou a abertura das portas do Memorial ao Povo, tendo a seu lado a Primeira Dama da República e altas figuras do Estado, numa jornada em que foi difícil para todos conter as lágrimas e dobrar as emoções.

ELEMENTOS TÉCNICOS

O Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos [11 de Novembro de 1975/ 4 de Abril de 2002] foi erguido em Luanda, em terreno adjacente ao Memorial Dr António Agostinho Neto, num lote de 6 hectares.

A estrutura integra essencialmente três monumentos, a saber: Aliança Eterna, Hall de Memória e Mulembeira da Reconciliação.

MENSAGEM DO PR NO LIVRO DE HONRA DO MEMORIAL

“A construção do presente Monumento às vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola no período entre 11 de Novembro de 1975 a 4 de Abril de 2002 é o culminar de todo um processo de cura, de perdão, de serenar de almas, de pacificação das pessoas e da sociedade, de união e de encontro com a nossa história, história.


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O edifício, que tem o formato de um abraço, representa aquilo que de mais significativo pode existir para um povo, a uniao, o encurtar de distâncias entre partes antes desavindas, o perdão, o acolhimento e a compreensão do passado, o ultrapassar de mágoas, a reconciliação e o caminhar para o futuro de mãos dadas e corações sarados.

A construção da nossa história compreende momentos bons e maus e todos eles serviram para fortalecer os pilares da nossa Nação. Hoje, solidificamos mais um pilar dessa história, o pilar da reconciliação, da compreensão e do perdão, dando provas de que só é possível construir um país com união e com solidariedade.

Hoje transformamos a dor em cura e o passado em história, no qual honramos a memória dos nossos compatriotas que pereceram em momentos e circunstâncias complexas. Neste Monumento selamos o compromisso vivo de que todos importam e que tudo taremos para que a nossa história seja conhecida e compartilhada.

Essa história que registamos neste lugar e com este Monumento servirá para que as gerações vindouras compreendam as várias nuances da nossa história e não permitam que o passado se apague, nem que os erros se repitam.

Hoje encerramos um capítulo da nossa história e, com ele, solidificamos o princípio que nos norteia

Um só Povo

Uma só Nação

Luanda, 14 de Outubro de 2026.


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