JES pediu à Odebrecht para transformar generais em empresários

Com tapete vermelho estendido no Palácio da Cidade Alta, Emílio Odebrecht, o patrão da multinacional brasileira, era um aliado privilegiado do antigo Presidente José Eduardo dos Santos.

Segundo o Expresso, “a Odebrecht, que passou também a capturar fundos do Estado angolano, confundia-se com o Estado brasileiro e tinha todo o poder político na mão”.

Em 2015, dois anos antes de abandonar o poder, Eduardo dos Santos ainda colocou nas mãos da construtora brasileira 1,5 mil milhões de dólares. Sócia dos filhos do antigo Presidente na exploração da mina de Muanga, na região de Lunda-Norte, a Odebrecht era membro do Conselho Fiscal da Fundação Eduardo dos Santos e, no projecto da Biocom, estava associada à Sonangol e a três dos mais poderosos homens do antigo regime: o ex-vice-presidente da República, Manuel Vicente, o ex-chefe da Casa Militar, general Hélder Vieira Dias, “Kopelipa”, e o ex-chefe das Comunicações da Presidência, general Leopoldino Nascimento.

Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth Muenho, liga agora e faça o seu agendamento, 923593879 ou 923328762


Mas Eduardo dos Santos, que se reunia infalivelmente uma vez por ano com Emílio Odebrecht, revela o Expresso,  queria mais da construtora brasileira, que respondia directamente ao Palácio da Cidade Alta, sem recorrer à sede em Salvador da Baía. “A sua relação passou a ser feita num caldo de total promiscuidade”, disse ao semanário luso  um antigo assessor de Eduardo dos Santos. E, para melhor controlar o poder, queria a ajuda da Odebrecht para “converter os generais em empresários”, acrescentou a mesma fonte.

Como fazer? Passou a integrar empresas angolanas controladas por influentes membros da elite política e militar em mais de 50 projectos. “O que importava é que os projectos fossem anunciados, não importava se não fossem bem sucedidos”, diz o investigador brasileiro Malts Alencastro.

O PRESILD — Programa de Reestruturação do Sistema de Logística e Distribuição, vítima da má gestão e sobrefaturação na importação de bens alimentares do Brasil, foi uma das aventuras da Odebrecht que acabou por redundar em prejuízos de milhões de dólares para o Estado angolano.

Alguns especialistas admitem que no projecto da Biocom, estimado inicialmente em 200 milhões de dólares mas com uma derrapagem que já vai em 1200 milhões de dólares, as sobrefaturações na importação de equipamento, no contrato de venda de energia eléctrica, na contratação de mão de obra expatriada e nas “gorduras” distribuídas por altos funcionários da Odebrecht e alguns angolanos terão ascendido a 300 milhões de dólares.

Luanda Post

Saiba mais sobre este assunto, clicando AQUI

Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação

Postar um comentário

0 Comentários