Reza a história que nos fim dos anos 70, início de 80, foi o ano que a Missão do Bongo recebeu e formou jovens de todo o país, que vinham das outras missões Adventistas espalhadas por Angola (Missão da Luz, Damba e Cuale). Esta geração de pastores, enfermeiros e professores formados foram a base do crescimento da Igreja Adventista em Angola e hoje os frutos são visíveis.
O tempo passou e a água debaixo da ponte também passou. Hoje não é como antes, que ser filho de um pastor pesa tanto no currículo, mas foi graças a este passado que milhares de filhos de missionários formado no Bongo hoje ocupam cargos de destaque na sociedade angolana e não só.
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Ao saber que a Igreja tomou a iniciativa de transferir a Universidade Adventista de Angola para aquele local, conforme era antigamente, fiquei muito feliz, porque aquele lugar que faz parte da nossa história não merecia o abandono.
Sugiro que nós os filhos dos missionários do Bongo, igual aos filhos de outras missões, façamos muito mais por este lugar. Que nos sacrifiquemos mais e que contribuamos para a consolidação da História do Bongo. Vendo-a povoada, mas ainda sem as condições de uma verdadeira Missão conforme era no passado, é comovente e fustiga a alma. Devemos ajudar a Igreja para tornar aquele lugar mais aconchegante — que nos orgulhe—, e que num futuro próximo seja um lugar de visita obrigatória para quem for ao município do Longonjo e para quem queira saber da nossa história como Igreja.
Mesmo não tendo nascido no Bongo como muitos, me sinto filho daquele lugar, pois foi graça a formação que os nossos pais obtiveram de lá, que nos fez chegar às grandes cidades e fazer a diferença.
Devemos fazer algo para esta Missão, em retribuição ao que fez por nós. É uma questão de amor a Deus, fidelidade a Deus, apoio à Igreja e exercício de Fé.
Pedro Muenho, formado em webjornalismo e graduando em teologia
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