Em Janeiro de 1975, logo após a assinatura dos Acordos de Alvor entre os três MLN e Portugal, criou-se o receio em alguns círculos políticos de que mais de milhão de cidadãos zairenses cruzassem a fronteira entre os dois países e votassem nas eleições multipartidárias a favor da FNLA, a pretexto de que seriam angolanos exilados naquele país vizinho.
Feliz ou infelizmente, as eleições não tiveram lugar, visto que a força das armas falou mais alto, e o MPLA viria a conquistar o poder pela via «manu militari».
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45 anos depois, já com MPLA consolidado no poder, volta a pairar o receio de que cidadãos do país vizinho venham a votar em Angola a favor desta formação política. Os receios são fundados no facto de, no ano passado, terem sido detectados nas regiões das Lundas cidadãos congoleses com cartões de eleitores angolanos e que terão votado nas eleições de 2017, presume-se a favor do MPLA.
Ao abrigo da nova lei que foi aprovada hoje na AN, os detentores de tais cartões eleitores serão nossas compatriotas...
Do meu ponto de vista, são pouco convincentes os argumentos do ministro da Administração do Território e da Reforma do Estado de que serão colocados «filtros» na base de dados do registo eleitoral...
As dúvidas e receios teriam sido dissipados se o MPLA/Governo tivesse aberto um inquérito para apurar em que circunstâncias aqueles cidadãos congoleses tinham obtido os cartões de eleitores, conforme foi desejo manifestado pela Oposição.
Infelizmente, a desconfiança volta a ensombrar o cenário político eleitoral angolano.
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