O Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD) e a JMPLA, organização juvenil do partido no poder em Angola, manifestam uma postura de total indiferença à contestação dos jovens que exigem em manifestações de rua, uma solução imediata das autoridades, as inúmeras dificuldades que a juventude angolana enfrenta, num contexto em que as oportunidades de emprego, habitação e outros, parecem mais reduzidas devido as circunstâncias socioeconômicas que, o mundo atravessa e, em particular o nosso país.
Em tempos de crises, com a juventude a revelar-se cada vez mais exigente, o MINJUD - órgão do governo a quem compete a elaboração e execução das politicas do Estado voltadas aos jovens - seria nestes moldes, um ente de extrema importância com a capacidade de estabelecer pontes de diálogo aberto e permanente com a juventude no sentido de alcançar a concertação social atinente a resolução dos problemas da juventude.
Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth Muenho, liga agora e faça o seu agendamento, 923593879 ou 923328762
Depreende-se que, enquanto órgão tutor das políticas do Estado para a juventude, o MINJUD, não pode ignorar os sinais do tempo fazendo de conta que, essa juventude que hoje sai a rua para exigir direitos, é a mesma a que foi apelidada de "frustrada" pelo antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
A juventude de hoje, é aquela que nasceu no começo do novo milênio mais dinâmica na internet, razão pela qual, assume-se nas redes sociais com sátiras e caricaturas ultrajantes a figura do Presidente da República. É uma juventude, não comprometida com guerra armada e, já deu provas que está disposta abrir uma "batalha cibernética" contra a governação. São sinais que, o MINJUD, na sua apatia, não consegue ler. Prefere partir para a ignorância, escudando-se na táctica da "avestruz", como se fosse uma parte alheia ao problema dos jovens.
Estando aparentemente desinteressado em ouvir os jovens, o MINJUD, dirigido pela ministra, Ana Paula Sacramento, mostra claramente que, não está preocupado com a governação do Presidente, João Lourenço.
De vários cantos do globo, a história tem revelado que, as revoltas iniciadas por jovens, não são para serem ignoradas porque, quase sempre, ditam a queda dos governos. O Perú é um caso exemplificativo a ter em consideração.
Não é desejável que, a "saga peruana" seja aplicada em Angola. Mas é importante que nos sirva de lição para "corrigir o que está mal e melhor o que está bem" em beneficio da população angolana, sobretudo da sua juventude.
É recomendável que, os órgãos auxiliares do Presidente da República, mormente o MINJUD e demais departamentos ministeriais com responsabilidades acrescidas no apaziguento da convulsão social causada pelos jovens, sejam mais dinâmicos e não deixem que o PR resolva sozinho as insatisfações da juventude.
Observadores, acusam o MINJUD de, além do desempenho "medíocre" no desporto, ter uma actuação nula noutra sua esfera. Não age, de facto, como um ministério da juventude e desportos. Os criticos vão mais longe, acabando por denunciar que, "a sua titular não passa de uma ilustre figura desconhecida da imensa maioria da juventude angolana". Rematam dizendo que " a ministra não serve para continuar a frente dos destinos da juventude".
A critica aos "ministros que nada fazem" é vasta, sendo que as "fagulhas" salpicam aos titulares dos sectores produtivos, estes que por sinal, face a tremenda necessidade de emprego da juventude, teriam muito a fazer para conter o descontentamento dos jovens.
As vozes criticas, como sempre atentas, referem que, "muitos ministros destes ramos, após nomeação, desaparecem dos holofotes da mídia. Furtam-se, para não serem escrutinados e no final, a pressão recai sobre o titular do poder executivo".
O Presidente da República, está "debaixo do fogo" da juventude inconformada, por culpa dos seus auxiliares, que não se esmeram a todo vapor, para resolver as dificuldades dos jovens. A JMPLA, de Crispiniano dos Santos, mostra que desconhece o seu lugar ao solo. É excessivamente arrogante na relação com as lideranças juvenis dos partidos políticos na oposição e associações civicas, comportamento que dificulta consenso na busca de soluções as inquietações dos jovens.
Por: Adilson Dias.
Saiba mais sobre este assunto, clicando AQUI
Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação




0 Comentários