A expressão popular "macaco velho" assenta como uma luva no MPLA. Trata-se de uma expressão que caracteriza alguém que possui experiência acumulada, não só no que faz, mas também no que diz, antevendo futuros erros.
Os 45 anos de Governo do MPLA foram caracterizados por um festival de crimes de corrupção e impunidade que adiaram, e continuam a adiar, o sonho de uma Angola próspera.
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Na expectativa de marcar um passo à frente dos adversários políticos, o Grupo Parlamentar do MPLA trouxe à debate o "Combate à Impunidade como Factor Primordial à Boa Governação". Caso para dizer que ninguém melhor que o criador do veneno para encontrar à cura do mal por si criado.
Ao levar para à "Casa das Leis" o debate sobre o combate à corrupção e a impunidade, o partido no poder e "do Poder" em Angola procura "desmontar" os argumentos da Oposição sobre a eventual falta de interesse do MPLA em abordar à génese da corrupção no país e suas consequências. O partido dos Camaradas ao tomar a dianteira no Parlamento, assume uma mea culpa dos erros useiros e vezeiros, que sem dó e sem piedade cometeram aos angolanos durante 45 anos.
A astúcia do "macaco velho" acontece numa altura que o país assiste um período de pré-campanhas eleitorais. No fundo, os gatunos das riquezas dos angolanos estão a suplicar-nos misericórdia em busca desesperada de reconquistar a confiança do povo, e obviamente, com olhos postos na caça ao voto.
A caravana da Linha da frente já começou à sair da toca, e tudo indica que Álvaro Boavida Neto (ABN) procura um lugar de destaque. Longe dos bons e velhos tempos e da boa vida que o banquete proporcionava, o Ex-secretário-geral do MPLA, também pediu clemência pelos pecados cometidos pela esmagadora maioria dos militantes do seu partido que estão e/ou estiveram nas vestes de (des)servidores públicos.
Depois de "comer a carne e chupar os ossos", o também antigo Governador das Províncias do Namibe e Bié, saiu em defesa dos Marimbondos que roubaram dinheiros públicos, e pede perdão aos angolanos. "Todos nós fizemos mal aos nossos cidadãos. Doravante precisamos de difundir a misericórdia", suplicou.
ABN disse nas entrelinhas que se todos roubaram, todos devem implorar o perdão do povo e não o que está a acontecer, em que alguns aproveitam-se do Poder para de forma arrogante combater outros ladrões do erário público.
A pergunta que não quer calar: será mais um truque de mestre produzido nos laboratórios dos marimbondos ou o "macaco velho" está mesmo arrependido?
Tendo em conta que a Política é caracterizada como a arte da mentira, não dou o meu voto de confiança à políticos com lágrimas de crocodilo.
Se quiserem de facto o perdão dos angolanos, desafiamos o MPLA, que suporta o Executivo, à divulgar a relação nominal dos governantes corruptos que já devolveram o dinheiro do erário público (com respectivas quantias) e os que teimam em não ressarcir o Estado. Aí sim, seria uma boa demonstração de "arrependimento" dos crimes cometidos à pátria
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