A nomeação de Laurinda Jacinto Prazeres Monteiro Cardoso, 46 anos, para o cargo de Presidente do Tribunal Constitucional, está a colocar o regime do Presidente João Lourenço numa situação constrangedora em que altas figuras da sociedade acadêmica como a respeitada juíza jubilada Luzia Sebastião já começam a questionar os critérios de selecção de quadros para funções que se requer idoneidade.
Para além de noticias sobre negócios envolvendo a nova juíza, surgiram nesta sexta-feira, 20, graves revelações indicando que empresa do marido da recém nomeada Presidente do Tribunal Constitucional beneficiou de contratos do Ministério da Administração do Território, departamento governante onde ela até poucos dias exerceu as funções de Secretária de Estado.
De acordo com as denuncias, no dia 2 de Junho de 2014, a empresa ANTEROS – construção civil e Obras Públicas, assinou um contrato com Ministério da Administração e Território (MAT) para a construção de uma base logística na província do Uíge. O contrato foi aprovado pelo então ministro Bornito de Sousa Baltazar Diogo através do despacho 1461/14, antes validado por Laurinda Jacinto Prazeres Monteiro Cardoso, na sua qualidade de então diretora do gabinete jurídico do MAT.
Existente há mais de três décadas a ANTEROS – construção civil e Obras Publicas, é detida por Pedro Monteiro Cardoso, esposo de Laurinda Jacinto Prazeres Monteiro Cardoso. Pedro Monteiro Cardoso, é empresário nascido na Ilha de Fogo (portador do passaporte cabo verdiano 1062880). Antonio Prazeres, irmão da nova juíza Presidente do TC, também trabalha neste empresa como Chefe de Armazém e materiais de construção civil (localizado na rua do patriota). O casal Monteiro Cardoso detém igualmente a empresa. ADEQUADOASIS baseada na cidade do Porto em Portugal. Em Dezembro de 2019, Laurinda Cardoso disse a RTP, que o seu esposo esta no ramo da construção civil há mais de 20 anos e que é uma pessoa muito seria.
Na sua qualidade de Secretaria de Estado, Laurinda Jacinto Prazeres Monteiro Cardoso, coordenava o grupo técnico do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM). No passado dia 13 de Agosto, Laurinda Prazeres revelou que, dos 1.749 projectos elegíveis, 1.724 já se encontram em execução física e financeira, o que corresponde a 98,5 por cento. Disse ter sido verificado uma taxa de execução financeira acumulada de mais de 234 mil milhões de kwanzas, com a data de corte a 8 de Agosto.
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