Auditor levanta dúvidas sobre valor dos imóveis da ENSA cedidos ao Fundinvest



Já o conselho fiscal diz que é recomendável que a ENSA envide esforços para obtenção do Relatório de Auditoria do Fundinvest e priorize, como acção imediata, a reavaliação dos activos imobiliários, bem como a regularização da documentação de suporte de alguns dos imóveis alienados ao Fundo.


A PWC, auditor independente às contas de 2022 da ENSA, levantou dúvidas sobre a razoabilidade do valor dos 52 imóveis, avaliados em 46,9 mil milhões Kz, que no ano passado a seguradora cedeu ao Fundo de Investimento Imobiliário (Fundinvest), ficando, em troca, com 71% de participação.

Esta é uma das duas reservas às contas colocadas pelo auditor externo, que face à "insuficiência" de documentação de suporte de alguns imóveis alienados ao Fundo e por se não encontrar disponível o relatório do auditor independente ao Fundo, diz não ser "possível concluir acerca da totalidade e da razoabilidade do montante" de 46,9 mil milhões Kz.



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Este valor inclui ainda a participação de 100% que a ENSA tem na empresa REGENERA - Activos imobiliários "constituída no âmbito da mesma transacção, registado na rubrica de títulos de rendimento variável em 31 de Dezembro de 2022, no qual estão "estacionados" oito imóveis da seguradora.

O conselho fiscal, em relação a esta reserva, recomenda "que a ENSA envide esforços para obtencão do Relatório de Auditoria do Fundinvest, e priorize, como acção imediata, a reavaliação dos activos imobiliários, bem como a regularização da documentação de suporte de alguns dos imóveis alienados ao Fundo.

Este fundo foi constituído com o objectivo de gerir a maior parte do parque imobiliário da seguradora que, ao longo dos anos, tem tido dificuldades para receber uma boa parte das rendas junto dos inquilinos desses imóveis.

Entre os 52 imóveis sob gestão do Fundo estava o edifício que em Março deste ano desabou na Avenida Comandante Valódia, em Luanda. Na altura, o Fundinvest apontou como "causa provável para a derrocada do edifício, uma ruptura de tubagem das redes de distribuição de água do edifício vizinho que contribuiu para a perda de capacidade de suporte do solo de fundação", mas passados seis meses, é ainda desconhecida a causa real para a queda do prédio que não provocou vítimas mortais.

O Fundinvest domiciliado no Banco Angolano de Investimentos (BAI) e gerido pela Eaglestone. Até ao ano passado, a ENSA detinha nos seus activos um vasto parque imobiliário constituído por imóveis de rendimento e de serviço próprio, herdados do processo de nacionalização de imóveis no período pós-independência.

No final de 2021 estes activos estavam avaliados em 59,4 mil milhões Kz, tendo gerado rendas de mais de 2,2 mil milhões Kz. Contas feitas, a seguradora cujo capital é 100% do Estado recebeu, em média cerca de 180 milhões Kz de rendas mensais pelos seus imóveis espalhados um pouco por todo o país.

Embora o R&C do ano passado avançar que 52 imóveis passaram para o Fundinvest, mantém-se a dúvida sobre quantos imóveis tem esta seguradora em sua posse, sabendo-se, apenas, que é dos principais proprietários no País. Segundo apurou o Expansão, uma boa parte dos arrendatários destes imóveis pagam rendas baixas, já contratualizadas há várias décadas. Além de rendas baixas, há muitos casos de incumprimento no pagamento de rendas.

Aliás, fontes do Expansão esclarecem que a maior dificuldade na gestão do património imobiliário da ENSA tem sido as dificuldade para assegurar que os inquilinos paguem as rendas. Foi esta uma das razões para se ter parqueado os imóveis no fundo, até porque a seguradora vai ter alguns benefícios fiscais.

Expansão 

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