Isabel dos Santos assina venda do EuroBic ao Abanca por U$305 milhões



O grupo espanhol Abanca anunciou ontem em comunicado a compra de 100% das ações do EuroBic e a posição acionista de 42,5% detida por Isabel dos Santos. A empresaria angolana assinou ontem um contrato de venda no Dubai. O negócio aguarda atualmente a aprovação de o Banco Central Europeu.


A oferta do banco galego incide sobre 100% do EuroBic e ascende o a 300 milhões de euros, dos quais 175 milhões correspondem ao primeiro bloco de ações de 57,5% do grupo de acionistas liderado por Fernando Teles que assinou ontem o contrato com o Abanca na sede do EuroBic em Lisboa. Isabel dos Santos, cujo arresto das suas contas tem atrasado o processo, que detém 42,5% do capital assinou o contrato no Dubai. Negócio aguarda agora ‘luz verde’ do BCE.



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Há três anos que se mantém o impasse na estrutura acionista do EuroBic, depois de ter rebentado o caso Luanda Leaks em janeiro de 2020, que forçou Isabel dos Santos a sair do banco português. A empresária angolana detém uma participação de 42,5% do Eurobic, a qual se encontra arrestada pelas autoridades na sequência do mega processo que enfrenta em Luanda, sendo que 37,5% estão na posse de Fernando Teles, enquanto o restante capital pertence a outros acionistas angolanos como Luís Cortez dos Santos, Manuel Pinheiro Fernandes e Sebastião Lavrador (cada um com 5%).

O Eurobic lucrou 48,4 milhões de euros na primeira metade do ano, o que representa um aumento de 95% em relação ao mesmo período do ano passado, e vai a caminho de resultados anuais históricos à boleia da subida das taxas de juro.

Segundo o Abanca, a aquisição do Eurobic “vai quadruplicar o seu número de clientes, triplicar o seu volume de negócios e triplicar os seus pontos de venda no país”, reforçando a sua estratégia de “entidade de vocação ibérica”.

“Portugal sempre foi uma prioridade para o Abanca. É uma das economias mais dinâmicas da Zona Euro e um mercado natural para nós devido à sua forte inter-relação económica e cultural com Espanha e, em particular, com as áreas geográficas de liderança do Abanca”, frisou Juan Carlos Escotet no comunicado.

Este não é o primeiro acordo que o Abanca alcança para a aquisição do EuroBic. Chegou a acordar a compra em 2020, por cerca de 230 milhões, mas o acordo ruiu na sequência da due dilligence realizada em plena pandemia e que levou, de resto, a que as duas partes se desentendessem quanto ao valor final do negócio.

Como o ECO escreveu em 2020, o novo Abanca passará a ter um volume acima de 18 mil milhões de euros em Portugal, o que vai tornar o banco galego no oitavo maior no mercado nacional, atrás dos cinco habituais (Caixa Geral de Depósitos, Santander, BCP, BPI e Novobanco, que estão na primeira liga) e praticamente ao lado de dois bancos com forte implementação no país: Crédito Agrícola e Banco Montepio.

O Abanca tem sede em Santiago de Compostela e faz da região da Galiza a sua grande fortaleza, apesar de estar presente em toda a Espanha.

Jornal Economico

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