Inspectores da IGAE desiludidos com exoneração de Ângelo da Veigas Tavares - Luís de Castro



Ângelo de Barros Veiga Tavares bateu o record pela sua passagem relâmpago nas vestes de titular da Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE). 

Nomeado pelo Presidente da República a 29 de Junho do ano passado, entrou em funções uma semana depois. Volvidos cerca de seis meses, o Ex-ministro do Interior foi exonerado do cargo e substituído pelo político e antigo deputado à Assembleia Nacional, pela Bancada parlamentar do MPLA, João Pinto. 

De acordo com fontes que dominam os meandros da referida exoneração, Ângelo Tavares "forçou" o seu afastamento do cargo devido a falta de condições sociais dos Inspectores do sector que dirigia e os baixos salários, que os mesmos auferem, a julgar pela natureza do trabalho que desenvolvem. 



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A mesma fonte adianta, ainda, "havia uma proposta de aumento salarial, que foi chumbada. No entanto, o ministério das finanças alegou não haver dinheiro para o efeito".


Para se ter uma ideia, a tabela salarial dos profissionais que são chamados a combater a corrupção e atender denúncias sobre caso de peculato, corrupção e/ou apropriação indevida de bens públicos, varia entre 320 mil Kwanzas, correspondente a um Inspector Superior Principal, ao passo que o Técnico Superior de Segunda Classe aufere 252.000. 00 Kwanzas, sem descurar o Motorista de Ligeiro de Segunda Classe ganha Akz: 81.000.00.


"Outra preocupação é a falta de condições de trabalho, a nossa sede não tem quase condições alguma, muitas vezes temos que partilhar computadores para trabalhar por falta de meios. Por isso, o Chefe Ângelo já havia nos informado que caso não houvesse o aumento iria colocar o lugar a disposição", referiu a fonte. 


Com o afastamento de Ângelo Tavares, os Inspectores entendem tratar-se de um duro golpe para os quadros do sector, que não vêm esperança com o João Pinto no comando da instituição.


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