Capapinha foge Higino Carneiro: coordenador da subcomissão de candidaturas não recebeu o general com medo de “molhar o pão”



O general Higino Carneiro oficializou a sua candidatura à liderança do MPLA com mais de 20 mil assinaturas, no quadro do IX Congresso, agendado para dezembro. No entanto, o acto de recepção do dossiê veio acompanhado de uma controvérsia: o coordenador da comissão das candidaturas, Job Capapinha, terá não comparecido ao momento de recepção, em alegada repetição de um comportamento semelhante verificado na apresentação do candidato João Lourenço (JLO).


De acordo com a narrativa divulgada, a ausência teria sido tão significativa quanto “vergonhosa”, levantando suspeitas de que a candidatura do general Higino Carneiro não terá sido tratada com o devido acolhimento institucional. Segundo os críticos, o episódio reforça a tese de que existe uma orientação superior sobre quem pode, de facto, ascender ao topo do partido.

Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth, liga agora e faça o seu agendamento, 923593879 ou 923328762

A questão ganha peso político após declarações atribuídas ao mandatário do actual presidente do MPLA, Jú Martins, que teria afirmado que “para candidatar-se ao cadeirão máximo do MPLA não basta querer”. Nas entrelinhas, o recado apontaria para a necessidade de permissão do JLO, numa lógica em que o líder em exercício — e não a militância — indicaria o eventual substituto.


No mesmo sentido, recentemente o secretário para Informação do Bureau Político do MPLA, Esteves Hilário,  num comunicado voltou a atacar o general Higino Carneiro, alegando que este não conhece os princípios estatutários do partido. A contestação surge da própria trajectória invocada pelos defensores do general, que sublinham que ele é militante do MPLA há mais de 30 anos,  questionando como poderia “ignorar” os documentos reitores.


Além disso, circulam alegações de que, há escassos dias, teria ocorrido uma reunião a portas fechadas entre o JLO e membros do Conselho de Segurança Nacional. Conforme o que é insinuado, nessa ocasião teria sido indicado que o substituto na Presidência da República seria o general Garcia Miala, enquanto o JLO manter-se-ia como presidente do partido, para, segundo a interpretação dos críticos, “controlar o Estado” e salvaguardar interesses económicos ligados a uma “nova elite” de alegados beneficiários da corrupção.


Diante desse quadro, a pergunta que marca o debate público é directa: o que se observa nas movimentações entre o JLO e Higino Carneiro trata-se de perseguição política — ou será apenas teatro para legitimar decisões previamente definidas?

Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

Postar um comentário

0 Comentários