Governo do Huambo Ergue Centralidade do Lossambo Sobre Lavras e Campas



Após a reportagem anterior, que dava a conhecer o caso de abuso de poder do SIC contra uma família, no Huambo, voltamos àquela província para dar voz aos camponeses, com a reportagem “A Maioria Invisível Que Sofre Em Silêncio”.


Num belo dia de 2009, as comunidades do Etunda, Lossambo e Ngulanda, ouvindo a rádio, ficaram a saber que, nas terras que cultivavam há décadas e onde estavam enterrados os seus ancestrais, haveria de vir a ser construída uma centralidade.



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Ou seja, o estado tinha planos de construir sobre as lavras dos camponeses, sem que esses tivessem sido incluídos na conversa. 


Evocando a utilidade pública, se se seguissem os protocolos legais previstos na lei, não haveria motivo de contenda. Contudo, a faroestização da sociedade a que estamos habituados, não se coaduna com a noção de lei, pelo menos não para os mais fortes. 


O primeiro sinal de irregularidade apareceu logo no começo da operação, quando, desprovidos de qualquer documentação, as autoridades anunciaram o loteamento em Setembro de 2009, um mês antes do decreto que passou a justificar a tal ação ser exarado. 


Curiosamente, o decreto em causa prevê que as autoridades administrativas indemnizem os propretários das terras sob as quais foram construídas as centralidades. No entanto, os membros do governo provincial do Huambo entendem que os camponeses não eram os dentendores legítimos da terra, o que instaurou um desamparo descomunal àquelas famílias que dependiam das lavras para sobreviver.  


Houve a tentativa de negociar, mas o governo respondeu com assédio moral, violência e prisões, para a surpresa de um total de zero pessoas. 


Esse tópico será aprofundado no programa "Conversas Essenciais" de Graça Campos, na Rádio Essencial, Frequência 96.1, no próximo sábado, 6 de Abril. 


Na sexta-feira, portanto, na véspera deste programa, lançaremos a segunda parte da reportagem.  

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