Sede da falida Soares da Costa em leilão abaixo de preço



Aquela que já foi considerada a maior construtura portuguesa está hoje falida, acumulando dívidas de 526 milhões de euros a mais de 2 mil credores. Falamos da Soares da Costa, que está em processo de insolvência, e que pretende vender os principais imóveis em leilão. Acontece que a sua antiga sede em Vila Nova de Gaia já foi a leiloada duas vezes e só recebeu ofertas por preços abaixo do valor base afixado. A próxima tentativa de venda deverá rondar 85% do valor mínimo.

O futuro daquela que foi a maior empresa de construção em Portugal parecia estar traçado. Mesmo depois de um processo de revitalização, a Soares da Costa foi decretada insolvente em maio de 2023, tendo deixado 380 trabalhadores no desemprego e ainda dívidas de 526 milhões de euros a cerca de 2.200 credores, lê-se no Jornal de Negócios

O principal prejudicado foi mesmo o Estado, com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) a ter dívidas de 186 milhões de euros, a Segurança Social 20,6 milhões de euros e o Fisco 5,8 milhões de euros. Também vários bancos privados ficaram com dívidas por pagar, como o BCP, PBI, Bankinter, entre outros.



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Agora, Francisco José Areias Duarte, administrador de insolvência da Soares da Costa, esta empenhado em vender os imóveis da antiga construtora em leilão para pagar as dívidas aos credores. Mas, após duas tentativas, não teve sucesso, tendo recebido apenas ofertas abaixo do preço base, escreve o mesmo jornal:

“Estaleiro Norte”, situado em Vila Nova de Gaia: este imóvel com 72.157 metros quadrados foi a sede da empresa nos últimos anos e está agora arrendado. Foi a leilão duas vezes com valor base fixado em 8,1 milhões de euros e o mínimo em 6,9 milhões. Mas só teve uma oferta máxima de 4,25 milhões no primeiro leilão e de 4,5 milhões de euros no segundo;

Terreno em Campanhã, Porto, com 570 m2: teve um valor base de 8,293 milhões de euros e mínimo de 7,049 milhões. O primeiro leilão ficou deserto e o segundo apenas contou com uma oferta de 4,146 milhões de euros.

Ao que tudo indica “mercado não dá mais por estes ativos”, motivo pelo qual o administrador de insolvência da Soares da Costa vai propor “à comissão de credores novo procedimento de venda, na mesma através de leilão eletrónico, por 85% do valor mínimo”. Assim, o “Estaleiro Norte” terá agora como valor base 7,049 milhões de euros e mínimo de 5,912 milhões, e o terreno de Campanhã 6,907 milhões e 5,871 milhões de euros, respetivamente.

Idealista

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