A construtora Odebrecht, em parceria com a Bento Pedroso Construções, conquistou um novo contrato bilionário para a construção de uma linha férrea em Angola. O projeto, que foi anunciado pelo presidente angolano João Lourenço, tem um valor estimado em pouco mais de US$ 1 bilhão, ou cerca de R$ 5 bilhões, na cotação atual.
A nova linha férrea se estenderá por 260 quilômetros, ligando o litoral ao interior do país, facilitando o transporte de cargas entre as províncias de Benguela e Moxico. Este investimento faz parte de um esforço maior para modernizar a infraestrutura do país, que tem enfrentado desafios significativos em sua rede de transporte.
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Historicamente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do Brasil teve um papel crucial no financiamento de obras em Angola. Entre 1998 e 2017, a instituição desembolsou US$ 10,5 bilhões para a exportação de serviços de engenharia, com aproximadamente 75% desse montante destinado a projetos no território angolano. Dentre esses, quase US$ 10 bilhões foram utilizados para financiar iniciativas lideradas pela Odebrecht e outras cinco construtoras.
Contudo, a trajetória da Odebrecht não é isenta de controvérsias. No contexto do Petrolão, o escândalo de corrupção que abalou o Brasil e teve repercussões globais, executivos da empresa confessaram crimes em acordos de delação premiada, revelando um esquema que desviou bilhões de reais dos cofres públicos por meio de propinas a políticos e partidos, incluindo o PT.
Agora, com este novo contrato em Angola, a Odebrecht reafirma sua presença no continente africano, levantando questões sobre a sustentabilidade e a ética de seus negócios em um cenário marcado por escândalos anteriores. A continuidade de suas operações no país africano pode trazer benefícios econômicos, mas também exige um olhar crítico sobre as práticas corporativas e a governança.
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