Em Política, é antiga a máxima segundo a qual há quem governe para gerações e há quem governe somente para eleições.
Qualquer angolano minimamente avisado sabe em qual dos campos se situa o Governo do MPLA.
Há três dias, aqui mesmo neste espaço, recordamos a autorização, dada em Agosto, pelo Titular do Poder Executivo para uma despesa de 104 milhões de dólares para, segundo documento oficial, “o apetrechamento das infraestruturas requalificadas da Ombala do Reino do Bailundo, no Huambo, incluindo o Palácio do Rei, um centro médico, uma escola e 35 residências”.
O Titular do Poder Executivo argumenta, ainda, que a atribuição da generosa maquia faz parte de um projeto iniciado em 2012 para “preservar locais sagrados e dar mais dignidade ao símbolo de resistência do povo Umbundu, onde se realizam rituais em homenagem aos ancestrais”.
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À talhe de foice e porque está com “a mão na massa”, é conveniente que os assistentes do Titular do Poder Executivo lhe chamem à atenção para estender a sua “magnanimidade” a outros reinos e símbolos de resistência à presença colonial portuguesa. Tais são os casos dos Reinos de Ciyaka, Wambu, Sambu e Viye, nos territórios que hoje conformam as províncias do Huambo e Bié, ou, ainda, os Reinos do Kongo, Ndongo e Matamba.
Historiador de formação, o Titular do Poder Executivo saberá, certamente, que os túmulos dos irmãos Njinga a e Ngola Mbande, em Mukulu-a-Ngola, em Malanje, já reclamam, há muito, um memorial à altura da heróica gesta dos dois.
Como uns pouquíssimos governantes saberão, ao lado dos túmulos dos irmãos, está o célebre manto da rainha, e o conjunto é, apenas para “inglês ver”, considerado oficialmente como lugar histórico e turístico. Porém, sem nenhum tratamento à altura.
Nos países que sabem valorizar a sua história, aos Reinos do Ndongo e da Matamba já teriam sido homenageados com memoriais dignos desse nome e não seria injusto fazer isso antes de muitos outros Reinos terem as suas sedes recuperadas.
Óbvio que as considerações que aqui se fazem só seriam ouvidas e possivelmente atendidas por aqueles que governam para gerações e não por quem, como é no nosso caso, governa para eleições.
Empolar o papel do Reino do Bailundo como representante dos Ovimbundu (subestimando os Reinos do Ciyaka, Wambu, Sambu e Viye) na resistência ao colonialismo é a mais cabal prova de quem governa com os olhos exclusivamente fixos no voto.
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